conhecendo o maranhão

 
O que dizer de São Luis do Maranhão? Cidade de muitos contrastes?
mas isso é Brasil... que vi o negro, o índio, o branco de olhos azuis no seu cotidiano, e que também, vi isso tudo numa única pessoa? incomum é o que resulta a mistura de franceses, holandeses, índios e negros.

Vi uma cidade suja, de patrimônios históricos abandonados, mas isso também é Brasil...  Já vi no Rio, em Minas, em Sampa no sul e em outras cidades nordestinas...
Eu tinha uma curiosidade imensa pela azulejaria de São Luis e descobri que a cidade é uma "senhora idosa", vestida maltrapilha de azulejos gastos e morando em palácios empobrecidos, mas ainda assim tudo isso é bonito, como explicar?

O mar é escuro, morno e venta muito, mas um vento que não te deixa tão enlouquecida como o de Santa Catarina, é um vento morno e aconchegante e assim não se sente o calor intenso de 38-40 graus o tempo todo. Viajamos para o interior e então encontramos o mar que queríamos! água fresca, clara, dunas de areia finíssima, mangue, mar, rio, barco, ostras, pôr de sol...

Tem um povo maravilhoso por lá, com aquele jeito comunicativo e majestoso do povo do norte e nordeste, povo que fala bem, que defende suas ideias, que argumenta e justifica com graça, gente trabalhadora.

Comidas... o carangueijo toc-toc com coentro, uma tapioca tão boa, delicada, feita por uma mulher tranquila e habilidosa, água de coco tão doce, pequenas frutas frescas vendidas em qualquer esquina :) um tal guaraná Jesus de cor rosa que vende mais que coca-cola, e foi isso! foi mais ou menos assim.
 






 

o craft compensa

"Qual o caminho da gente? Nem para frente nem para trás: só para cima.
 Ou parar curto quieto. Feito os bichos fazem.

Viver… o senhor já sabe: viver é etcétera"





que atirem a primeira pedra

Ter filhos traz mesmo felicidade? Movimento pela libertação das mães.

Sempre que discutia isso em família ou entre amigas o assunto dava polêmica, eu achando uma besteira enorme não poder ter opção de nem falar sobre a decisão que tomei ou que acho que tomei. Pra mim ser tia, mãe, pai, irmão, de alguém é tudo igual, nunca endeusei as mães, e acho um tremenda carga de responsabilidade fazer isso.

"Não tenho admiração, tenho mesmo é pena. Pena da minha mãe e das minhas avós que não puderam ser outra coisa na vida. A admiração só reforça a mística materna e o mito da maternidade."

Eu também me sinto mãe de muita gente, sou uma pessoa super responsável pelo filhos dos outros,  pelos  filhos que não tem pai ou mãe responsáveis, pelos filhos que tem mãe e pai incoerentes, sou mãe da minha mãe, sou tia de 16, sou a 6ª de 7 irmãos, tenho muitos primos e uma família muito grande, e assisti a todos tipos de "sacrifícios" feitos pelas mães, a todas as chantagens emocionais que rolam nessa relação, a todas culpas e medo e nunca entendi isso. Não acredito que ser mãe é padecer no paraíso. Acredito na relação entre seres humanos, na adoção como uma necessidade, maternidade pra mim é COLETIVA, eu cuido, tu cuidas, eles cuidam, nós cuidamos.

E antes de atirar a primeira pedra leia aqui e aqui e
e só pra lembrar que eu amo crianças, amo família, mas odeio sacrifícios de qualquer espécie porque acredito numa vida feliz sem obrigações, sem deveres, sem castigo.

bejo.

entre pinheiros e palmeiras

bicicleta, boné, olhos atentos e um tempo de sobra, é tudo que preciso para sair por ai encontrar o galho seco perfeito e assim finalmente fazer minha árvore de natal, que por enquanto terá barcos coloridos de papel e luzes.

embora eu tenha escolhido passar o natal longe da (s) família (s) eu não perdi o espírito natalino, eu sinto a magia desses dias e brinco de decorar a casa do jeito que mais me diverte! de um jeito colorido e leve que é assim que penso o natal.

eu não gosto do jeito que esses dias se confundem por aqui, com compras compulsivas, calor de 40º graus, forno quente, chocolate, gente estressada, botas e pinheiros natalinos (?)

e para fugir dessa esquizofrenia toda, desse jingle bell tupiniquim (que me cansa) eu escolhi passar o natal em lençois maranhenses... peixe fresco, brisa suave, rede na sombra de uma  palmeira,
calor sim, mas o mar... muito mar, areia, muita areia
água de coco, pés descalços e flores no cabelo, pouca roupa e pouco contato humano (que ando cansada de gente fake)
é dessa simplicidade refrescante do mês de dezembro que preciso.