de gente que eu gosto

eu sinto saudades

de guimarães rosa, de lenine, renato russo e de você.

"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido."

"Eu vim preguntar a vosmecê uma opinião sua explicada..."

"Eu gosto é do inacabado, o imperfeito, o estragado que dançou
 O que dançou..."

"Quando precisamos de carinho, força e cuidado..."

e eu só cheguei até a Paulista

Barra Funda. São Paulo, 07/03/2007. FOTO: HÉLVIO ROMERO/AE

paulista não bate papo paulista discursa

paulista não tem jogo de cintura paulista é articulado

paulista não almoça paulista come qualquer coisa ali na esquina

paulista não descansa paulista desopila

paulista não pega um cineminha

paulista vai à uma sessão de cinema 
ver um filme independente com conteúdo alternativo

paulista não é

paulista

está

paulista ama a sexta feira

e esquece do resto do mundo no final de semana

paulista não é afetivo paulista é atencioso

paulista dorme pouco

paulista tem olheiras

Querido tempo, estou fazendo a minha parte: seguindo. Faça a sua: passe

voltando para São Paulo

por que né? vamos combinar e parará e talecousa que  pé aqui pé ali, tudo vai acontecendo....

saiu a primeira programação da casa amarela êba! casa aliás, que provocou a minha volta para sampa e blá blá blá... pode seguir a gente no twitter @casaamarelaIaed no facebook a gente fica feliz!

voltei a frequentar o apertado e cafofento Mussashi Yakissobateira lá na rua dos estudantes na liberdade comidinha oriental boooooa genti, bem servida e bom preço. O forte da casa é o Yakissoba gostoso e GIGANTE só peça a porção grande se for para dividir e se você estiver com MUITA fome, o rolim primavera também é ótimo, e tem uma sopinha (missoshiro) 0800...

Ah, trouxe minha bicicleta (tava usando a da enteada) comprei capacete, agora vai! agora vou! vamos?

tem foto hoje não, vicê?

fugindo de são paulo

minha casa no rabo da baleia

 no alto da Serra do Mar, na divisa entre Mogi das Cruzes e Bertioga


 ostras do Bill
encontro com o moto group Filhos do Vento 
em Ilha Bela, amigos de longa data

passando em casa-bombinhas pra cuidar do nosso quintal, limão do pé, peluda tomando sol,  visitar e dar um abraço nas vizinhas amigas, encerrar vários assuntos que deixei pendente desde a mudança para sampa, contador, caixa postal lotada, jardineiro, caseira, assuntos que não nunca terminam, mas que são sempre motivos pra voltar para casa.

e não é que perdi minha bolsa com tudo dentro nessas minhas viagens pra lá pra cá? depois de cancelar tudo, descobri que uma alminha dessas bem boa achou a bolsa e tá guardando pra mim até que eu possa viajar novamente e pegar...

cabelos curtos de novo

cerveja gelada, noite de sereno e muita risada, no dia seguinte, gripe tosse e rouquidão ( masala chai pra curar)

provas, seminários e os dias contados na folhinha para as férias
outra cirurgia com data marcada

viagens com grandes e velhos amigos
reencontrando o litoral paulista, morros e mata atlântica que eu tanto curto, ilha bela, barra do sahy, boiçu, barra do una, saudades que estava desse litoral, saudades que estou desses lugares, parada pra comer as ostras do Bill e enfins casa, com a promessa de voltar logo para os meus cantos preferidos.


Como transformar montinhos em montanha?

“Venha, faça os discursos que quiser
Você fala de si, e não do mundo.
Pois há espelhos no lugar
Da luz e do brilho das janelas.
Você vê a si mesmo, e não a nós.
Só projeções, livre-se delas.
Self mais pobre, recupere
Aquilo que é apenas seu,
Torne-se essa projeção
Entre nela bem a fundo.
O papel dos outros é o seu.
Venha, recupere e cresça mais.
Assimile o que você negou.

Se você odeia algo que existe
Isso é você, embora seja triste.
Pois você é eu e eu sou você
Você odeia em si mesmo
Aquilo que você despreza.
Você odeia a si mesmo
E pensa que odeia a mim.
Projeções são a pior coisa.
Acabam com você, o deixam cego
Transformam montinhos em montanhas
Para justificar seu preconceito.
Recupere os sentidos. Veja claro.
Observe aquilo que é real,
E não aquilo que você pensa.”


Fritz Perls, “Escarafunchando Fritz: dentro e fora da lata do lixo”

nem tanto céu nem tanto mar

joguei a toalha e fugi de tudo por uma semana
fugi da correria, do cansaço, do relógio, de pequenas e grandes obrigações...
corri pra casa.
quero pegar um pouco de sol, deitar na pedra, andar de bicicleta sem capacete, caminhar sem pressa, colocar os projetos de sampa em dia sem a urgência do relógio, sem pressão ou obrigação, fazer o que é preciso sem tensão.
comer sem olhar para o computador ou telefone, dormir tranquilo, acordar sem relógio despertador, ler um livro na rede...
uma semana e volto zen.





um café e um amor

Um café e um amor… 
Quentes, por favor!
Sem excessos de doçura ou amargura.
Forte
Doce…
Que ambos façam meu coração acelerar.
Que me mantenham vivo.

Um café e um amor… Quentes, por favor!
E que de nenhum deles eu sofra de vício,
Mas que de ambos,
Eu possa me dar ao luxo do hábito

Um café e um amor… Quentes por favor! Pra ter calma nos dias frios.
Pra dar colo
Quando as coisas estiverem por um fio.

E que eles nunca tenham gosto de ontem
Nem anseiem pelo amanhã
Que me façam feliz nesse agora,
Que me abracem pela manhã."
 

(Caio Fernando Abreu)