Observando a vida



28 e 29 de janeiro de 2012.


Querido diário, foram tantas as brincadeiras, os desafios, as sensações... mas a nenhuma delas eu rotulei, nomei ou me desendentifiquei, não me dividi entre o que sou e o que se passa fora de mim, uma sutil mas completa integração com tudo que estou vivendo estes dias vem acontecendo de uma forma mais simples. O "você é aquilo, ou você é isso" vem desaparecendo a medida que não mais nomeio o que sinto ou o que sou. 

Acho que finalmente entendi o que sempre leio em meus textos filosóficos: " O observador é diferente da coisa que ele observa? Só é diferente enquanto ele lhe dá um nome; mas se você não dá um nome, o observador é o observado." O nome, o termo, só atua para dividir. E aí você tem que batalhar com aquela coisa. Mas se não há divisão, se há integração entre o observador e o observado, não há sofrimento.

Quando você é capaz de olhar uma coisa sem nomear, então, certamente, essa coisa é você mesmo. Então você chegou a esse ponto, quando você não está mais nomeando a coisa da qual você tem medo, então você é a coisa. Quando você é a coisa, não há problema, há?

Lembrando que este final de semana foi de veludo.  Mais livre dos achismos começo a semana nesta vibe boa.


Vamos?

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