quando a maré encher, eu vazo.

Faz tempo que a gente não se fala
mas é que tenho me permito ficar sem palavras, palavras que definem palavras que oprimem palavras copiadas palavras traduzidas palavras bonitas, palavras mal usadas, essa ferramenta que pode-se dominar ou não, necessária?

e também a mente trai viu, vôtifalar! cansada dessa minha mente traíra, cria coisas, fantasia e tudo é tão perfeito, ahhhhhhhh maravilhoso mundo das ideias, ahhhhh detestável mundo concreto onde as ideias lindas não encontram moradia.

tô assim por dias, sonhando coisas lindas, tendo ideias tão boas, coisa fina sabe? avec elegance 
sobre a vida, as mudanças a volta provisória para São Paulo, as peças que gosto de criar, o mundo que quero viver, as pessoas ao meu redor, 
daí que coerência e confusão podem até dar samba, mas dá porre também. 
e, assim eu tenho acordado, dormido, levado.

aproveito pra cozinhar, pra cozinhar sem fome só pra distrair sabe como é? a colher girando na panela, a taça de vinho, o silêncio da casa, o cheiro gostoso de alho na manteiga, a banana com canela, panela e fogo

sabe que eu queria te contar? é que as coisas para mim passam intensamente e devagar, levo tempo pra gostar das coisas, pessoas, para entende-las, para gostar de mim gostando delas, essa coisa
l e n t a  que é e não é.
tem o lado da delicadeza da sensibilidade de fazer as coisas observando-se 
de festejar a alegria leve, olho quando sorri, mãos que passam delicadas pelos ombros doloridos 
e fio por fio num tear de dentes arregalados, sempre feliz.

e tem esse outro lado de vulcão na tampa pronto para explodir, 
DE SACO CHEIO de mundico besta, 
sem paciência pra quem não ouve, quem demora pra dizer com coerência o que pensa e sente, quero a vida lá fora quero sanguenozóio, pegada, compro brigas que nem são minhas.

cansar de tanto existir, sabe como é? quero entontecer de tanto discordar de tudo e rir de tanto duvidar
sabe aquela cousa? tão rápido que tudo gira e deixa a alma mole? 
sabe essa coisa, dormi num lugar e acordar noutro...

é você, veja bem! tô ficando velha, tô ficando louca.


a mala aberta sempre quase-pronta

mudei o shampoo, comprei maquiagem, segunda vou fazer uma cirurgia, encontrei um vinho africano dos bons, o atelier desmonto até quarta, o verão, verão. 

entender o que?
e nem vem tirar meu brilho, a coisa vai caminhando assim mesmo

mandala de cores vermelhas e curas.


EITA, é o INFERNO ASTRAL! se
tu puder, perdoa eu? =}







5 comentários:

Patrícia disse...

Veroca... um beijo... e só!

Retalho de Lua disse...

gostei de te ler!
beijokas

Karina. disse...

Perdoada!

Flor disse...

estou de mãos dadas contigo, não sei exatamente o quê acontece, mas não preciso saber.sinto!
Conte com minha unidade.
Flor

Marina disse...

Delícia ler seus escritos.
Beijão
Ma