no dia seguinte...

A calça skinny foi devolvida pra loja (pequeno defeito) tentei trocar por outra mas não tinha meu número, blé. 
Comprei zil blusinhas na Marisa, sorte minha encontrar a reposição da loja, juro que se você tiver olho bom, consegue encontrar peças com ótimo preço e super bacanas. Achei outra calça (branca) mas larguinha numa outra loja, por precinho bem justo. 


Só Quando não dá mesmo tomo facada de lojistas e marcas. Sabe quando você precisa de uma roupa exclusiva, de um vestido arrasador? ai eu me garanto, e não me incomodo muito em desembolsar vários dindins. Mas quando consigo achar coisas bacanas e preços bons nem me importo se é Marisa, Pernanbucana, Bom Retiro, Renner (nem gosto dela, mas fuço por lá) C&A e/ou lojinhas de rua em qualquer lugar, eu me jogo feliz.

"Ah, com os trocos que sobrou das compras, fui assistir o Amanhecer primeiro filme da Saga Crepúsculo que vejo. Gostei. 
Matei a tarde para ver o filme e bundar no shopping. A oficina da véia já tá desmontada mesmo, os fios todos nas caixas, o apê aquela zona de guerra encaixotado, malas semicheias, sem cortinas, tapetes enrolados, antes que aquela "bobice" que acompanha a fadiga de mudança baixasse no meu corpixo, resolvi desencanar e ser fútil por ai! (recomendo)"

Bom find! e segue algumas fotinhos das compras que eu fiz,  peguei no  site das Lojas Marisa. Olhando o site agora pouco não senti a menor vontade de comprar nada, só fuçando a loja pessoalmente e experimentando as roupas (coisa que detesto mas fiz) a gente até se anima viu! é bem mais difícil comprar em lojas de departamento do que na Richard's, Ellus, Totem, Cantão, enfins, nessas todas marcas que eu amo e, que só compro agora quando tô muito abusada. Mas vou falar, é bem divertido, quando sobra dindim pro cinema, pro sorvete, pro acessório e maquiagem, pros crafts então? 
ô vidinha fútil besta :)


só que no azul royal

não resiste, viva a costureirinha!

essa é super leve e "estilo indígena" oi? comprei por ser casual, leve a estampa tá bem legal (ao vivo e a cores) e tinha o comprimento que eu precisava
a tal básica


útil, fútil

como faço todo o verão comprei uma calça branca (desta vez uma skinny, sem saber que era tendência) é verão é frescura, vai bem com todas as cores, quebra um super galho, suja pra caramba, vale comprar mais uma, noutro modelo.

sai pra ver o filme Amanhecer, na hora de comprar a entrada optei pelo filme O Palhaço "o gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço!"

vou viajar de navio, querendo mesmo era ir de veleiro

serei madrinha de casamento no calor de 40 graus que faz em Araçatuba.

natal na praia, demorei pra fechar uma cabana para dois na montanha.

mudança, cansa.

é mais ou menos nessa ordem








Do Natal eu só quero o espírito de Paz

Cada lugar e familia tem seu próprio jeito de celebrar né? eu adorava os natais na casa da mãe, com mesa fartissima, casa lo-ta-da e toda enfeitada, gente aflita, forno quente, cozinha a mil, árvore enfeitada e escondida atrás dos presentes. Amigo secreto confuso, tios engraçados e cheios de birita, o bacalhau da vó, o cheiro de vinho e a sangria das crianças. Aquela coisarada toda de familia grande enfiada numa única casa numa única e longa noite, entre climinhas, climões, risos, e muito nostalgia.

Por aqui, papai noel de barba, bota, roupa branca e vermelho na porta da entrada da casa ou pendurado em qualquer canto da casa? na minha praia em pleno verão, num rola messssmo.

Também não faço questão de árvore de natal com flocos de neve, destesto a combinação vermelho e verde pela casa, gosto das cores sim, por isso as vezes só o verde ou só o vermelho nas poucas bolas que aparecem, um detalhe numa xícara, num prato, vá lá.


um galhinho seco (pintado ou não) cheio de corações coloridos em tecido, passarinhos, flores eu topo! uma guirlanda fofa toda vestida de multiplas cores? eu quero! ó quanta lindeza aqui

e biscoitos? aqueles confeitados? com cheiro de canela, mascavo, aveia, farinha integral, amomuito e os potes ficam cheios até a boca (por pouco tempo)

Eu gosto do pernil, do peru, mas só quando estou com a familia GRANDE. Quando passamos o natal por aqui em Bombinhas, com poucos amigos ou familia, ou só nós dois (amo) eu penso em lagosta grelhada, bacalhau com batatas, pratos únicos práticos de fazer, passas de caju, um bolo de tâmaras e amêndoas com sorvete ou frutas frescas e a noite segue com vinho (branco, rubi ou verde) quem sabe uma pale ale, um proseco pra brindar?

Detesto o corre corre e disputas em supermercados, feiras, no trânsito, em lojas. Presentes? um mimo ou outro, muitas vezes só comprados e entregues depois do dia 25. Ou comprados assim, passeando no atelier de um amigo, na oficina de outra.


Passo o natal descalça, de cabelão solto, com pouca ou nenhuma maquiagem, com o corpo leve e quente que foi banhado pelo mar e pelo sol.


Nesta data eu quero paz para mim quero paz pra você :-} 

Tá, eu sei que no meio dessa bagunça toda  a gente pode ficar em paz, afinal a gente tá junto da família  e todo mundo com saúde e blá blá blá, eu curto este espírito de natal estilo caótico mas, também passo muito e bem sem o consumo em excesso o atropelo a casa cheia, as comilanças.


Acho que minha árvore vai ter flores, minha guirlanda também. A ceia ainda não sei, mas depois dela com certeza tem balanço de reda, música leve, luzes amenas. Natal pra mim assim tá bom, demais.

Acho que  vou fazer igualzinha a esta:


falei!

De 8 em 8

De 6 em 6 horas. Esse é o meu novo tempo por esses dias, os tempo de cada medicamento.Com tantas providências a tomar, com viagens marcada, a mudança já determinada, vamos dizer que ganhei esta pausa no tempo e vou usa-la ao meu favor. O final de ano chegando, a gente mesmo que não tenha pressa entra numas, todo mundo vai te espremendo. Todos querendo saber pra onde você vai, onde passará o natal o ano novo, a férias. Eu não quero ir a lugar nenhum! Quero ficar, mesmo. Porque eu sei que quando eu for, esse tempo, esse sossego do meu cotidiano, essa pausa mesmo forçada será mais rara. Por isso essa semana inteira será para meu corpo se recuperar, para minha cabeça acalmar. Preciso desses últimos meses do ano para fazer minha mudança com calma. Dessa vez não vai rolar caixas de papelão (tá, uma o outra) nem caminhão de mudança, ufa! Vou comprar o essencial para o apartamento em São Paulo e o resto vou mobiliando no tempo, sentido qual é a nossa pegada por lá.


A casa de Bombinhas vai ser o nosso refúgio :} na verdade será sempre o meu porto seguro. E ainda que a gente mude, metade da minha vida estará por aqui, por algum tempo pelo menos, ou pra sempre, quem sabe? Essa mudança "de volta para casa" não me assusta, mas muda completamente meu cotidiano, meu olhar, como todas mudanças né? Depois de tantos anos fora de Sampa, redescobri-la será interessante. Sabe que a meses estou sem máquina de costura, isso porque estou deixando esse gostinho pra Sampa, comprar minha máquina por lá será divertido, perambular pela lojas, fornecedores novos, levar a caixa com máquina dentro pra casa nova,  abrir, instalar, criar novas peças, ideias renovadas, descobrir espaços onde eu possa colocar meus produtos...

Enfins, mesmo inchada, dolorida, desconfortável, hora com frio, hora com calor ainda consigo "viajar" e por falar em viagem ano que vem também quero fazer algumas... e quem sabe riscar um pouco da longa lista de cidades, paízes, que me sorriem toda vez que abro meu caderninho de anotações?

Escolhi mudar em Janeiro, assim posso circular pela cidade com calma, montando sem pressa o novo lar. Opa! hora da medicação e pôr de sol na varanda.

Fui.

Ps. para escrever este texto usei (sem noção nenhuma) o ipad do véio, mas como vicia! 
percebi que estou com dificuldade de ser coerente, será efeito dos remédios ou desse ipad?

quando a maré encher, eu vazo.

Faz tempo que a gente não se fala
mas é que tenho me permito ficar sem palavras, palavras que definem palavras que oprimem palavras copiadas palavras traduzidas palavras bonitas, palavras mal usadas, essa ferramenta que pode-se dominar ou não, necessária?

e também a mente trai viu, vôtifalar! cansada dessa minha mente traíra, cria coisas, fantasia e tudo é tão perfeito, ahhhhhhhh maravilhoso mundo das ideias, ahhhhh detestável mundo concreto onde as ideias lindas não encontram moradia.

tô assim por dias, sonhando coisas lindas, tendo ideias tão boas, coisa fina sabe? avec elegance 
sobre a vida, as mudanças a volta provisória para São Paulo, as peças que gosto de criar, o mundo que quero viver, as pessoas ao meu redor, 
daí que coerência e confusão podem até dar samba, mas dá porre também. 
e, assim eu tenho acordado, dormido, levado.

aproveito pra cozinhar, pra cozinhar sem fome só pra distrair sabe como é? a colher girando na panela, a taça de vinho, o silêncio da casa, o cheiro gostoso de alho na manteiga, a banana com canela, panela e fogo

sabe que eu queria te contar? é que as coisas para mim passam intensamente e devagar, levo tempo pra gostar das coisas, pessoas, para entende-las, para gostar de mim gostando delas, essa coisa
l e n t a  que é e não é.
tem o lado da delicadeza da sensibilidade de fazer as coisas observando-se 
de festejar a alegria leve, olho quando sorri, mãos que passam delicadas pelos ombros doloridos 
e fio por fio num tear de dentes arregalados, sempre feliz.

e tem esse outro lado de vulcão na tampa pronto para explodir, 
DE SACO CHEIO de mundico besta, 
sem paciência pra quem não ouve, quem demora pra dizer com coerência o que pensa e sente, quero a vida lá fora quero sanguenozóio, pegada, compro brigas que nem são minhas.

cansar de tanto existir, sabe como é? quero entontecer de tanto discordar de tudo e rir de tanto duvidar
sabe aquela cousa? tão rápido que tudo gira e deixa a alma mole? 
sabe essa coisa, dormi num lugar e acordar noutro...

é você, veja bem! tô ficando velha, tô ficando louca.


a mala aberta sempre quase-pronta

mudei o shampoo, comprei maquiagem, segunda vou fazer uma cirurgia, encontrei um vinho africano dos bons, o atelier desmonto até quarta, o verão, verão. 

entender o que?
e nem vem tirar meu brilho, a coisa vai caminhando assim mesmo

mandala de cores vermelhas e curas.


EITA, é o INFERNO ASTRAL! se
tu puder, perdoa eu? =}







Que tal começarmos a exercer o jamais proclamado direito de sonhar?

Que tal delirarmos um pouquinho? Vamos fixar o olhar num ponto além da infâmia para adivinhar outro mundo possível...
 
Eduardo Galeano*
O ar estará livre do veneno que não vier dos medos humanos e das humanas paixões;
nas ruas, os automóveis serão esmagados pelos cães;
as pessoas não serão dirigidas pelos automóveis, nem programadas pelo computador, nem compradas pelo supermercado e nem olhadas pelo televisor;
o televisor deixará de ser o membro mais importante da família e será tratado como o ferro de passar e a máquina de lavar roupa;

as pessoas trabalharão para viver, ao invés de viver para trabalhar;
será incorporado aos códigos penais o delito da estupidez, cometido por aqueles que vivem para ter e para ganhar, ao invés de viver apenas por viver, como canta o pássaro sem saber que canta e brinca a criança sem saber que brinca;
em nenhum país serão presos os jovens que se negarem a prestar o serviço militar, mas irão para a cadeia os que desejarem prestá-lo;
os economistas não chamarão nível de vida ao nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida à qualidade de coisas;
os cozinheiros não acreditarão que as lagostas gostam de ser fervidas vivas;

os historiadores não acreditarão que os países gostam de ser invadidos;
os políticos não acreditarão que os pobres gostam de comer promessas;
ninguém acreditará que a solenidade é uma virtude e ninguém levará a sério aquele que não for capaz de deixar de ser sério;
a morte e o dinheiro perderão seus mágicos poderes e nem por falecimento nem por fortuna o canalha será formado em virtuoso cavaleiro;
ninguém será considerado herói ou pascácio por fazer o que acha justo em lugar de fazer o que mais lhe convém;
o mundo já não estará em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza, e a indústria militar não terá outro remédio senão declarar-se em falência;
a comida não será uma mercadoria e nem a comunicação um negócio, porque a comida e a comunicação são direitos humanos;

ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão;
os meninos de rua não serão tratados como lixo, porque não haverá meninos de rua;
os meninos ricos não serão tratados como se fossem dinheiro, porque não haverá meninos ricos;
a educação não será um privilégio de quem possa pagá-la;
a polícia não será o terror de quem não possa comprá-la;
a justiça e a liberdade, irmãs siamesas condenadas a viver separadas, tornarão a se unir, bem juntinhas, ombro contra ombro;

uma mulher, negra, será presidente do Brasil, e outra mulher, negra, será presidente dos Estados Unidos da América; e uma mulher índia governará a Guatemala e outra o Peru;
na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo de saúde mental, porque se negaram a esquecer nos tempos da amnésia obrigatória;
a Santa Madre Igreja corrigirá os erros das tábuas de Moisés e o sexto mandamento ordenará que se festeje o corpo;
a Igreja também ditará outro mandamento, do qual Deus se esqueceu: "Amarás a natureza, da qual fazes parte" .
serão reflorestados os desertos do mundo e os desertos da alma;

os desesperados serão esperados e os perdidos serão encontrados, porque eles são os que se desesperam de tanto esperar e os que se perderam de tanto procurar;
seremos compatriotas e contemporâneos de todos os que tenham aspiração de justiça e aspiração de beleza, tenham nascido onde tenham nascido e tenham vivido quando tenham vivido, sem que importem nem um pouco as fronteiras do mapa ou do tempo;

a perfeição continuará sendo um aborrecido privilégio dos deuses; mas neste mundo confuso e fastidioso, cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como se fosse o primeiro.

* Eduardo Galeano é jornalista e escritor, entre outros, de O Século do Vento, As Caras e as Máscaras, Os Nascimentos, O Futebol ao sol e à sombra, O Livro dos Abraços, Dias e noites de amor e de guerra e As Veias abertas da América Latina.


o próprio lendo seu texto aqui