não vem que não tem


Nem vem de garfo
que hoje é dia de sopa
 
Nem vem que não tem
Nem vem de escada
que o incêndio é no porão

 

pronto já passou

Agora ficou só essa gripe forte, os olhos doendo e os vestígios de uma noite mal dormida.
Lembrar aquilo que me faz sofrer é olhar pra dentro de mim e perceber que ainda, AINDA eu guardo certas dores.

E aquilo que me fez sentir tamanha raiva não está mais lá fora "cheio de si, rindo debochadamente", está DENTRO de mim.

Teimando, me fazendo perder o sono. Eu, remoendo cada palavra que não disse. 

Deixa sair, DEIXO SAIR... é como diz o outro: " deles não quero resposta, quero meu avesso".

Como não elaboro nada que vou viver e, vivo levemente ACHANDO que do outro nada espero, surpreendo-me quando a confusão interna acontece.


Ainda assim é um bom sinal...
Não estar madura, não estar completa, ser esse rascunho me deixa tão mais humana, um tanto sensível mas, numa dose suportável e o suficiente pra não sentir pena de mim mesma, nem ser cínica.


DESANDAR...


Doeu menos, vai doer sempre.
Suspenso são todos os julgamentos.

Pronto. Já passou.



simply breakfast


Receita para fazer um simples café da manhã

Na noite anterior passo por aqui  (onde a leitura faz o coração ficar feliz e a inspiração ficar a mil) ela diz que a sessão gourmet coruja é a melhor! e eu concordo. A casa silenciosa, o calor diminuiu, todos dormem.

Daí para outros passeios virtuais é um click, até o feliz encontro com a gostosura que vou cozinhar. O encontro acontece neste caderno de receitas me perco por ali um bom tempo, vendo moda, ouvindo uma dica de música, achando uma ideia de decoração fofa.

Inspirada, pego os ingredientes ligo o som baixinho na cozinha e uso o pano de prato mais zeloso do pedaço (crivo e bordados impecáveis)

E no dia seguinte, bem faceira eu tomo meu simples café da manhã.

A véia a fiar

juntou todos seus fios linhas teares agulhas a velha máquina de costura e instalou-se numa casinha que de tão esquecida quase ficou abondonada. Mas como esse ano ficou decidido que a tudo se daria uma segunda oportunidade e se faria provar a valentia,  a casa da véia está aberta a quem acredita que tudo pode ser melhor um pouco a cada dia.

Ah, a senhora ficara por aqui mesmo. Olhando a vida, botando flores na janela, olhando o mundo.

véio baleiro

balas de gengibre fabricadas pelas mãos de um artista
(âmbar de gengibre)


Dia de luz, festa de sol

sábado que amanheceu preguiçoso e nublado, eu e ele na mesa do café pensando no mundo de coisas que a gente tem pra fazer na casa, nas oficinas, nos projetos, mas daí, entre um gole de café e uma mordida de pão, resolvemos que a gente ia passar o dia bundando! é isso ai.

A praia escolhida foi a Tainha, pequena e linda e aqui mesmo em Bombinhas pertinho de casa. A serra que leva até a praia é uma verdadeira pirambeira, uma pena. Mas pra quem resolve encarar e seguir em frente surpresa: Paradise is here!

As nuvens foram desaparecendo pouco a pouco e o céu ficando azul claro lindo, brisa leve, o mar gelado transparente.

Aproveitamos o dia todo até o ultimo raio de sol, curtimos um sábado, e o ultimo dia de horário de verão, curtimos do jeito mais simples, mergulho, guarda-sol, caipirinha, sol na canga, cerveja, peixe frito, protetor, revista, mergulho, nadadeira, máscara, braçadas preguiçosas, assistindo o mundo passar, homem, mulher, menino, criança, vovó, sorveteiro e peixes no fundo mar...










“Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor”

frase de Adélia Prado, 
por  Martha Medeiros

Uma personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danada de braba, mas esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha, para que ela fosse bonita pra escola.
Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.


É comovente porque é algo que a gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços são provas mais eloqüentes, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. 

Porém, há  outras demonstrações mais sutis:  Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Amigas colorindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas.
Quanto jeito que há de amar.


Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: “lembrei de você”. É este o único e melhor motivo para azaléias, margaridas, violetinhas.
Quanto jeito que há de amar.


Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, uma mensagem pelo celular, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias.
Quanto jeito que há de amar.


Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver a lua, dar banho em quem não consegue fazê-lo só, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir…
Quanto jeito que há de amar.


Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, filmes, cds, brinquedos, brincar…
Quanto jeito que há.



(qdo entrei no blog dele, não resisti e logo colei)

é o que dizem

acordei com um convite: faz sol e estamos na praia te esperando
acordei com um presente: uma guirlanda de conchas do mar
acordei com um telefonema: queria compartilhar com você, uma coisa boa que tá me acontecendo, porque tu sabe da minha batalha.


é o que dizem...

não existem acasos, não existem coincidências, tudo tem um sentido, uma atração
e por isso as três frases abaixo me chegaram, também no dia de hoje 
do nada, do além, ( nada é tudo, é uno) via email, fb, orkut,

 "Onde Deus passa, nada embaraça"
" Eu não me conecto com negatividades"
" Não se amedronte, a vida é um milagre"

auto retrato


Dá-se o nome de auto-retrato, quando o retratista procura descrever o seu aspecto e o seu carácter, revelando o que captou da expressão mais profunda de si mesmo. O auto-retrato constitui um exercício que permite revelar traços do criador artista. 
O mestre da pintura holandesa Rembrandt (1606-1669), através dos seus auto-retratos, permite, por exemplo, conhecer o percurso da sua vida, desde a juventude à velhice, mostrando-nos o homem de vontade indomável, mas solitário.
 
No auto-retrato, o artista procura mostra-se (ou descobrir-se) de uma forma mais nítida, mais verdadeira e pode mesmo não gostar daquilo que vê, pode não aprovar, e, por isso, pode modificar a imagem que de si encontrou.
 
Assim, um auto-retrato é um retrato, uma imagem, que o artista se faz de si mesmo. Muito usado na pintura, na literatura ou na escultura, o auto-retrato nem sempre representa a imagem real da pessoa, mas sim como o artista se vê: aceita e assume ou tenta mudar e isso depende de cada pessoa ou mesmo de cada momento.  
Alguns artistas afirmam que existe sempre algum temor em cada auto-retrato, pintura, fotografia ou escultura. Teme-se a análise introspectiva, teme-se o conhecimento que ultrapasse a barreira da fantasia, que faça desmoronar um ideal. Como não é um desafio fácil para o artista, ele tende a esconder alguns traços físicos ou psicológicos. Por isso, o auto-retrato, tal como a auto-biografia ou o livro de memórias, tende a ser uma mentira.

chove mansamente

garoa fina a planta agradecida 
casa aconchegante
na cozinha pequena o tempo pra gente não passa
tantos anos 
e boas gargalhadas de piadas tão tolas
limão
alho 
pinga  
manjericão
temperos de sempre

melancia com hortelã


e a refrescante verdade do final de semana.

Eis aqui um vivo, eis-me aqui!

Encontros e desencontros libertadores e uma motivação genuína porém vagarosa toma conta desses dias.
Algumas certezas tranquilas, um olhar mais inspirador muito pouco de razão e ego e portanto alguns fardos menos pesados para carregar. Eu sei, eu sei que os egos voltam a razão insiste mas eu não ligo, vou rezando essa ladainha hoje sim amanhã não e depois quem sabe? 
e ainda tem aquela velha e boa frase que surte um efeito tranquilizador em mim
"eu prefiro ser feliz a ter razão"

...

Apenas o momento e o presente.
Sabe o bem, o mal e a dúvida? tudo suspenso. A cabeça e o coração mais leves, é só isso que posso dizer.


Sem malícias sem ironias os desejos expostos sim! mas tudo leal como tem que ser. 
Aquela dose diária de bom humor, a mesma prece de sempre uma música nova um filme que me fez chorar (tão raros, tão bons) um corte novo no cabelo, duas aulas semanais de pilates que me alongam até o pensamento uma peça nova no tear, um tanto cansada da exposição diária das redes virtuais, menos do meu bloguito ;-) um vestido leve colorido no corpo, uma aceitação "das cousas" que não consome e não devora e a energia que sobra disso, usada pra viver melhor mais fresco mais veludo.


enfins...
"Precário, provisório, perecível;
Falível, transitório, transitivo;
Efêmero, fugaz e passageiro...
 
Eis aqui um vivo, 
Eis aqui um vivo! 

Impuro, imperfeito, impermanente; 
Incerto, incompleto, inconstante;
Instável, variável, defectivo...

Eis aqui um vivo, 
eis-me aqui.



tentei colar aqui a música Vivo composição de Lenine e Carlos Rennó, mas não consegui :-( precário, previsível, fazer o que? mas vá lá, é bom de ouvir.





bastidores e bordados




aspargo no vapor, conversa longa e boa com amiga via fb, costura, contas, casa, massagem, bagunça de armário, flores para iemanjá, desejos secretos, sol e vento suli, shitake, vinho branco, almoço no final do dia, gata na rede...