num dia qualquer um final de tarde em cantuga



Shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar
Shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar

Natureza deusa do viver
A beleza pura do nascer
Uma flor brilhando à luz do sol
Pescador entre o mar e o anzol

Pensamento tão livre quanto o céu
Imagino um barco de papel
Indo embora pra não mais voltar
Tendo como guia Iemanjá

Shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar
Shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar

Quanto tempo leva pra aprender
Que uma flor tem vida ao nascer
Essa flor brilhando à luz do sol
Pescador entre o mar e o anzol

Shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar
Shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar

Ser capitã desse mundo
Poder rodar sem fronteiras
Viver um ano em segundos
Não achar sonhos besteira
Me encantar com um livro, que fale sobre vaidade
Quando mentir for preciso, poder falar a verdade

Shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar
Shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar

Maria Gadú-Shimbalaiê

Querido diário,

hoje foi dia de ficar em casa e ao redor de casa, com calma e tranquilidade fui fazendo meu ranguinho... enquanto rolava uma caipirinha de limão da terra e cachaça do alambique do pedro alemão eu seguia picando, cortanto, cantarolando e agradecendo a simplicidade e alegria desse tempo, (seguida de muito perto pela felina de faro fino e olhos atentos!)
O dia foi acontencendo sem pressa...
num momento um telefonema do amigo contando notícias auspiciosas, noutro matando saudades da família via skype, uma pausa prum mergulho, uma água de coco em morrinhos...
uma caminhada na praia ao entardecer, lendo emails, atualizando o mundo virtual, achando graça e leveza na vida.
...um grau a mais num cotidiano simples ;)
foi isso e fim.
um beijo, um browse, um aperto de mouse
.



mais ou menos nessa ordem...

encontro de amigos que chegaram da Espanha pra fazer a "rota da chita" tão alegres e cansados, felizes.
Foi muito bom encontrar amigos em Blumenau e, como disseram alguns, lá estava Bombinhas em peso "nós quatro".
Foi bom e pode ser sempre melhor,
e será?


...

depois teve toda aquela alegria consertada do feriado...
o encontro de cultura viva,
realizado pelo Instituto Boi Mamão (lê-se: Rô, Pat, Mari, Zane, Marquinho, Aline, Jadir,
Salete, Vera Mixtura, eu, grupo Ama...e tantas pessoas mais... e apoiadores bacanas
)



o encontro de si mesmo...
o encontro de quem queria ver
e de quem queria ser visto
cada um com a sua bandeira
cada um com a sua cultura
um dia de celebração
...


e no meio disso tudo as duas comadres:
Rô e Pat (simples assim...)

correm para Floripa receber os prêmios:

Ponto de Cultura
e
Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura
ouça aqui o que pensa Rosane Luchtenberg (a Rô do engenho) sobre esse momento.


e eu só sei de uma coisa, eu estava em todas pra ajudar, brindar e fotografar.
:)


simbólico e sagrado

entre tantas coisas que aconteceram dentro e fora de mim nesses últimos 4 dias, entre tantas palavras e imagens registradas, hoje me basta apenas registrar a imagem do pão-por-deus confeccionado pela ceramista e bonequeira Patrícia Estivalet.

Depois fuxico mais de tudo que vi e ouvi, pois hoje tem muito sol, e é tão raro e tão bom... :)


domingo, 01 de novembro de 2009
15:34 hs.