tudo me é possível


eu disse sim a tudo que a vida me deu
talvez e por isso, tenho provado de todos os sabores dessa farta mesa,
e entre os amargos picantes azedos ácidos e acres,
sempre e sempre estiveram os doces pra equilibrar e o insoso para fazer esquecer
mas não houve um só dia sem essas sensações, é por isso que continuo a viagem
e por ser assim, que me recuso a dizer não e a esquecer a magia
ensinada por minha mãe, que fez da minha infância a mais doce e feliz com suas histórias de lobos e florestas, sua abóbora no tacho de ferro na fogueira de quintal, seus boizinhos de chuchu com pernas-palitos-gina, que fertilizavam e distraiam minha imaginação, enquanto costurava na antiga máquina, um pijama de flanela, um vestido de princesa, um remendo no joelho
é por minha a mãe, que eu aprendi amar enquanto aprendia a viver
por minha mãe que aos 72 anos vai virando um pouco minha filha...
é por minha mãe, que eu acredito no ser humano, na natureza e na vida simples, na contradição dos meus quereres e na verdade das minha pequenas conquistas.
mãe, pra sempre viu? 
amor, Vera.

2 comentários:

Mauricio Musa disse...

Achei tão leve... e sensível... e puro... e maternal... e ticétera...

Véia da Teia disse...

quem acha é! ♥