eu sou de ninguém

se ele não fosse tão míope
eu arriscaria em dizer,
- ele olhou pra mim, e sorriu.
...

se meu coração não fosse tão bandoleiro
...

e se eu não fosse tão leal
...

e se eu fosse mais fiel?





brincando de casinha


É assim que acontece, pequenas ações e gestos simples que acalmam o olhar e harmonizam o ambiente. Se bem que fazer simples, requer esforço e empenho. A cortina ainda não terminada, falta a barra e um ponto aqui outro lá, mas o ato de fazer, a compra do tecido a escolha da cor, o "planejamento" com ou sem frufru?

e depois tem a pintura da parede, o acabamento no teto, o....

Enfins, o movimento interno que se expande, o fazer com calma fazendo em mim movimento de dentro pra fora, mas essa é outra história, uma outra viagem...inté!

coisas do lar


serão 4 fronhas e uma cortina para a pia do banheiro da cozinha, um pouco de trabalho e outro de diversão, criatividade nem precisa hoje, vai daí que eu vou daqui!

pra mim hereditário é o abraço

Minha bisavó reclamava que minha avó era muito tímida
Minha avó pressionou a minha mãe a ser bem lúcida
minha mãe me lembrava sempre de ser mais densa

Eu espero que minhas sobrinhas e minha enteada fujam desse cárcere
que  é passar a vida transferindo dívida.
 ...
(daí pensei, dessas pensadas que a gente pensa enquanto estamos escovando os dentes, enquanto tomamos  banho e juntos tomamos “grandes decisões”)

"pensei: e se a gente esquecesse tudo isso, isso de querer ser e querer que o outro seja, ou não seja, mais melhor menos, se a gente só amasse, imagina?
e se a gente enquanto amasse, abraçasse?
e no abraço  apenas amor sem pensamento?
imagina que o outro e a gente só herdaria abraço então?
e na hora da alegria e da dor a gente só lembrasse do abraço e do amor
e esqueceria de todas as bobagens, de tentar ser forte tentar ser feliz, esqueceria aquele voz chata interna  aquela..."eu não avisei"?

daí a poesia seria assim:

"Minha bisavó nunca reclamava que minha avó a abraçava
Minha avó pressionou a minha mãe a abraçar muito
minha mãe me lembrava sempre de dar abraço mais leve, mais doce

Eu espero que minhas sobrinhas e minha enteada não fujam desse cárcere
que  é passar a vida transferindo abraço."


ó que fim lindo! ;)


(era um comentário no post do Skiroba mas virou post no blog da véia)

pela inspiração de sempre, martha medeiros

poesia na cozinha

"...tem o teto sem pintura
piso de cimento queimado amarelo desbotado-rachado...
mas poesia triste fica prum outro dia.

(nota mental) não fechar a janela e abrir sempre o portão

 
o vizinho que vive embarcado, volta depois de 20 dias de pesca em alto mar, 
e no meio da noite com um sorriso enorme na cara e um peixão na mão,  bate lá em casa me oferecendo a prenda.
mesmo passando parte da noite limpando o bicho e encarando esse olhar triiiiste... segui cantando!
eu que não recuso nada nessa vida, que não tô pra isso.


(post re-re-revisado...)

tudo me é possível


eu disse sim a tudo que a vida me deu
talvez e por isso, tenho provado de todos os sabores dessa farta mesa,
e entre os amargos picantes azedos ácidos e acres,
sempre e sempre estiveram os doces pra equilibrar e o insoso para fazer esquecer
mas não houve um só dia sem essas sensações, é por isso que continuo a viagem
e por ser assim, que me recuso a dizer não e a esquecer a magia
ensinada por minha mãe, que fez da minha infância a mais doce e feliz com suas histórias de lobos e florestas, sua abóbora no tacho de ferro na fogueira de quintal, seus boizinhos de chuchu com pernas-palitos-gina, que fertilizavam e distraiam minha imaginação, enquanto costurava na antiga máquina, um pijama de flanela, um vestido de princesa, um remendo no joelho
é por minha a mãe, que eu aprendi amar enquanto aprendia a viver
por minha mãe que aos 72 anos vai virando um pouco minha filha...
é por minha mãe, que eu acredito no ser humano, na natureza e na vida simples, na contradição dos meus quereres e na verdade das minha pequenas conquistas.
mãe, pra sempre viu? 
amor, Vera.

barquinho de papel

se ele virar?
a brincadeira começa toda novamente...

jung

...Um pássaro ferido, um cachorro, uma criança e é só o que me lembro. Assim despertei no  252º dia do ano: 2 + 5 + 2 = 9
09/09/09
às 9:09 da manhã...
fica aqui registrado essa data e que ela seja auspiciosa para todos.


é bem mais simples do que a gente imagina...

magrela e a natureza de Bombinhas


Bicicletas são magrelas...todas elas.

Bicicletas (e isso vale prá toda magrela) facilitam, nesta época da sigla, do sumário e da pressa, perceber a riqueza de detalhes do entorno, da natureza em especial, sem danificá-los.
A bicicleta é uma das poucas delicadezas que a engenharia nos possibilita nesse mundo de máquinas ainda muito grosseiras. É uma outra janela para nosso tempo.

Além do mais, as magrelas aprimoram as habilidades do corpo. Esse corpo meio esquecido, meio espremido entre variadas suplementações eletrônicas, mas que ainda é a base de nosso exercício vital. Por cima de uma magrela a vida pode ser mais instigante, larga, longa e fecunda. Sabe disso tanto quem já tomou uma trilha ou estrada quanto aquele que só pedala nos fins-de-tarde da metrópole.

Não se renda às pressões para simplificar demasiadamente a existência: é muito comodismo deixar-se sempre levar pela vida sobre a arrogância de um motor qualquer. Não vai caber em muitos sítios de boa alma.

Assim, se você ainda não tem sua magrela, corra atrás. Enquanto isso divirta-se e se informe nos sites listados aí do lado, todos dedicados a elas e ao ciclismo. Mas corra atrás...É paixão na certa.

José Afonso Cabral-  blog

Eu protegi teu nome por amor

Quer me deixar puta triste da vida?
Pra que mentir
Fingir que perdoou

Não deixe que eu termine um pensamento, uma reflexão importante sim, pra mim! e daí?
interrompa e
Tentar ficar amigos sem rancor
conclua por mim de um jeito irresponsável, levante e vá embora!
A emoção acabou
leviano, irônico e
Pra destilar terceiras intenções
desnecessário,
Desperdiçando o meu mel
falta de bom senso, de amizade, e principalmente de humor!

de carinho, respeito 
Devagarinho, flor em flor
covardia...

Prendia o choro e 
aguava o bom do amor


...

Prendia o choro e 
aguava o bom do amor

(mimimi)



calcinha no box?


das minhas calcinhas cuido eu! lavo no box mas não deixo pendura por lá, (pq. ele não merece) tem esse produto que eu uso pra lavar, no box mesmo, uso e guardo na prateleira junto com os shampoos e pronto! a calcinha vai do box pro varal, direto, não tem paradinha na pia, na torneira, na barra da toalha, nada disso! (qdo não tenho o tal produto, uso um pedacinho de sabão de coco que deixo numa saboneteira, funciona pacas!)



#prontofalei