liberdade de ser (sargado é o mar)



Eu não sei onde isso começou em mim,

sei que não há fim...


Eu não faço concessões
eu não divido
o céu e o inferno
o mal e o ruim
o feio e o belo
o quero mas não quero

ser um padrão dever ser bom
eu esqueço o que nos é comum
somos todos um

entendi que tenho escolhas a fazer
mas que não tenho o poder sobre elas

o meu carma eu resolvo em cada esquina


eu tento vencer a preguiça
e sei quando estou no cenário errado


atravessar a ponte pode ser mais fácil?

ontem a noite eu troquei intenção pela inspiração

a intenção produz resultados
da inspiração eu espero milagres

eu não sei pra onde vou
eu sei que pra dizer sim
eu tenho que dizer não

e guiar-me pela entrega...


E se o medo ainda me deixa cega

Sinto muito, me perdôo.


(bolerão:
tem dias que a gente desabafa, é só)








o linho e a linha


é a sua vida que eu quero bordar na minha
como se eu fosse o pano e você fosse a linha
e a agulha do real nas mãos da fantasia
fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
e fosse aparecendo aos poucos nosso amor
os nossos sentimentos loucos, nosso amor
o zig-zag do tormento, as cores da alegria
a curva generosa da compreensão
formando a pétala da rosa, da paixão
a sua vida o meu caminho, nosso amor
você a linha e eu o linho, nosso amor
nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
o sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza

gilberto gil

"Põe quanto tu és, no mínimo que fazes"...


Eu passo dias tentando criar com carinho e cuidado algumas poucas peças, esperando que as pessoas que as levem, tenham em suas mãos, um carinho um olhar novo e feliz diante da vida.

As cores que eu demoro pra escolher pensando em quem vai usa-las, que sensação boa estas devem passar, o cuidado que tenho em ambientar cada peça que confecciono, dar a ela identidade, calor, e um toque de alegria que é essa meninice boa que não me deixa nunca. O artesanato que eu faço busca um olhar sincero, honesto e simples diante da vida.

"Daí que de repente eu me vejo por 12 horas seguidas frente a frente à tudo que não quero que meu produto seja, a "coisa industrial", made-in-china, comprada em quilos, quantidades, adquiridas a qualquer preço e de qualquer maneira, consumida pela maioria, que tem como interesse fazer daqueles produtos mais dinheiro ou a "penchicha do ano",

tá querido diário, que o filófoso, já diz: ado ado ado, cada um no seu, com as suas necessidades...”

O real motivo que me levou a vivenciar aquelas 12 horas, tem causado em mim nestas últimas semanas, um efeito de mudança necessária em meu trabalho, e me fazendo até rir com certa dose de paciência e doçura de mim mesma, e a repensar o que quero, o que faço, o que está dentro da expectativa alheia, mas distante léguas de mim, e por que mesmo fazendo o que não acredito, cumpro o papel.

as respostas não estão distantes...

Aqui na pequena oficina, as voltas com meus trapinhos coloridos, com meu tear de dentes arregalados, minha máquina de costura impulsiva, e as minha agulhas de tricô e crochê que apontam pra um única direção, eu penso:

Quero e preciso fazer meu trabalho com o cuidado, o pensar manso, o menos que é mais, o sim e o sempre e amém.
Vender minhas próprias criaturas é bom, e que o dindin que elas possam me trazer, venham de fontes claras e que eu consiga ser uma pessoa produtiva, alegre, que eu saiba olhar a minha volta todo dia e encontrar sempre motivo pra fazer alguém safisfeito e feliz e a mim mesma também, que meu propósito e minha intenção sejam claros e que essa seja a marca do meu produto.


“Para ser grande, sê inteiro;

nada teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa,

põe quanto és no mínimo que fazes.

Assim, em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive.”

fernando pessoa

coisas findas muito mais que lindas essas ficarão




When your down and troubled
And you need a helping hand
And nothing, no nothing is going right
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up
Even your darkest night

You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come runnin'
To see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there
You've got a friend
You've got a friend

If the sky above you
Grows dark and full of clouds
And that old north wind should begins to blow
Keep your head together
And call my name out loud
Soon you'll hear me
Knockin' at your door

You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come runnin'
To see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there

Ain't it good to know that
You've got a friend?
Cause people can be so cold
They'll hurt you and desert you
They'll take your soul if you let them
But don't you let them

You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come runnin'
To see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there
You've got a friend

You've got a friend
You've got a friend

a solução

o post do rottweiler foi resolvido definitivamente hoje. O dono do cão entendeu que o cão é realmente potencialmente perigoso, assinou um termo de responsabilidade, e fara uma mudança positiva em relação ao tratamento do cão, vai ambientar o espaço onde o cão vive entre outras coisas que a lei exige neste caso.
Fim feliz.

segunda almofada para notebook




... o véio encontrou um guarda chuva na rua, o tecido estava perfeito, guardei para em algum momento fazer uma peça, e ai está.

- tecido de guarda chuva
- fibra de poliéster impermeável para enchimento
- tecido de algodão ( da Diva )
- papelão micro-ondulado
- medidas 45 x 35
- velcro para fechar a capa
- froide tomando sol


tecido de guarda chuva + fibra = almofada com enchimento (lavável a máquina)
tecido da Diva + velcro = capa de almofada
papelão micro ondulado em cima da almofada + a capa + velcro = suporte de notebook

Foi mais ou menos assim...

Eu não fui uma menina. Fui uma criança. A sexta de sete filhos, mistura engraçada de moleque travesso, menina descalça, só em calcinhas, correndo como uma doida atrás de pipa, pião e bola; brincadeiras de rua, trepada ao longo do dia num pé de abacateiro.

Tinha joelho ralado, cabelo fino e despenteado, comia pouco e tirava energia pra tudo Deus sabe lá de onde, talvez do açúcar dos muitos doces que eu comia, era uma coisa maluca, que passava sempre voando entre cadeiras, por baixo da mesa da cozinha, pulando muro, sobrevoando o quintal, aterrizando num monte de terra ou em cima do cachorro. Uma varinha de pau de magricela que era, tímida, doida e palhaçenta! linda não era, mas era graciosa, meiga, morena e sorria pra tudo.

Tinha poucas bonecas, que logo perdiam os olhos e as roupas, uns zumbis que eu guardava...na verdade escondia numa caixa em baixo da cama. Mas tive uma guitarra, presente pago por meu tio Ciço, que me levou à loja e disse: escolhe você sozinha o que te faz feliz.

Era impossível alguém me achar quando resolvia brincar de esconde esconde. Im-pos-sí-vel! Usei kichute e conga, (Estou em frente ao espelho e minhas irmãs me vestem de princesa, um vestido azul claro com uma fita de cetim branca atada a cintura, minúsculas flores em tecido-veludo em diversos tons de azul salpicam pela saia que desce até o joelho, uma fina meia branca, delicados sapatos com o fecho do lado, na cor “beige-pérola”, uma pequena presilha em formato de borboleta, bate asas aflitas, e insiste em escorregar, separa de lado os cabelos finos, e a mais velha repetindo “a meia não pode rasgar, o laço não pode desfazer! o cabelo tem que ficar assim até o final da festa!” a emoção, o medo de sentar e o frio na barriga.) esfolava a mão tentando frear o carrinho de rolimã. Aprendi sozinha a andar de bicicleta-de-adulto, que eu pegava escondido na casa de um primo. Me afoguei várias vezes no rio, no mar, e em piscinas, mas nunca pedi pinico. Aprendi a "nadar" aos 8 anos, a andar a cavalo aos 10, e aos 11, a pular de pedras com 4 metros altura até bater com os pés no fundo de areia e emergir do mar, tudo num só fôlego. Meu dia era na rua, na terra batida, na areia da praia, enfiada no meio da plantação de mandioca que o pai mantinha no quintal... Adorava quando a mãe cozinhava na panela de ferro no fogo de chão, ficava em volta até a última brasa apagar. Apanhava até quando me machucava, as palmadas foram tantas e vinham de todos os lados, eu nunca chorava. Comia jaca a colheradas, que era o melhor jeito dela não grudar em tudo, meu pai falava.

Lembrei, que depois da guitarra, ganhei um outro brinquedo moderno, da marca Estrela, o cine-show, que projetava desenhos em slides na parede, ai eu já morava numa outra casa que não tinha árvores, depois de assistir os slides mil vezes, resolvi pegar os poucos negativos de fotos que minha mãe guardava numa caixa em cima do guarda-roupa e enfiá-los na tal projetora de brinquedo. Ui! foram muitos os tabefes que me fizeram até sentir saudades do quintal e da brincadeira de ficar invisível. Mas, foi a partir daí que me apaixonei pelo cinema.

O primeiro beijo de língua foi aos 11, apenas por curiosidade, beijei e corri pra frente do espelho, a espera da grande mudança. (?)

Gostava de ler. Meu primeiro livro foi um romance, aos 12, tenda dos milagres de Jorge Amado, depois desse nunca mais parei...

A primeira paixão tive aos 15, ele me viu correndo só de calcinhas quando eu tinha 6 anos e fazia questão de me lembrar da cena, segui apaixonada até os 18 por ele.

(Foi mais ou menos assim... mas com certeza foi mais. Ah, foi muito mais...)

escolhas




sim, eu escolhi os caminhos mais difíceis

sim, eu os escolheria novamente, agora.

...



(com um único, pequeno, e necessário desvio
que faria toda a diferença pra sempre).

bichos de estimação




quando meus bichos começam a ficar doentes eu realmente fico angustiada, entendo que eles são nossos anjos protetores, aqueles que nos dão a possibilidade de desenvolver o carinho e proteção à natureza que está a nossa volta. Através deles consigo olhar quase todos os bichos, aos cachorros abandonados que por aqui procuram abrigos, a passarinhos com asas quebradas, as cobras que fogem dos desmatamento, as aracuãs que se abrigam nas poucas árvores que restam, os sapos felizes nas pequenas poças d'água, os terrenos que ainda abrigam as poucas corujas buraqueiras. Convivendo com meus bichos de estimação eu percebo os tipos de sementes e árvores que temos ao redor, os cheiros, as pessoas novas que estão na redondeza, o bem-te-vi que insiste em fazer visitas matinais.
Minha gata arisca, gorducha e esperta, me dá motivos pra olhar pra cada inseto, ave, e sentir a energia da pessoas que circulam por nosso bairro, por nossa casa.
E eu, seguindo mais adiante percebo o mar, a encosta, o pescador, o peixe, a vida...e a mim mesma.

está coisa de ser assim...

de não querer mais apontar o dedo
de morder e depois soprar a sí mesma
essa navegada no oceano imenso dentro da casca de nóz
esse compreensão e intolerância
que caminham juntas e riem uma da outra
essa poesia e alegria
essa redoma do meu castelo
essa parte esse parto
certeza do improvável
distração que é alimento
a parte que me cabe
eu tô fazendo




⚡ ♻



tpm é assim; como conectar múltiplos fios numa única tomada, que funciona funciona, mas a qq tempo pode explodir!

by véia da teia ☠

para oídos sensibles



en esta cancíon ha una dosis de embriaguez buena,
una magia dificil de explicar...
cuando oigo, tengo la certeza que la vida es el imponderavel
ella tiene esa cosa...
de que todo me es permitido,
de que todo es sí
y de repente tengo certezas, que estoy segura, sólo y en paz.

Pienso que para mí ella no es triste, ella me encanta dulcemente
es eso.



(gracias, Musa.)
Tem, mas acabou.


a preguiça, o tempo ruim
os achismos,

o dizer por dizer
os espaços a serem preenchidos


a picuinha, a distância
o verbo-faca
o tatear no escuro
a falsa-modéstia
a ironia
a tolerância

....









era uma vez uma segunda cinza

que começou querendo me deixar gripada, mal humorada e louca logo de cara! nada de ir a lugar algum, tudo que estava programado desprogramou-se.
Faz chuva, frio, e muito vento e essa segunda cinza e molhada que me tira o dia prático, a agenda, o compromisso. A moto não me leva a lugar algum, o frio gela o pé, a mão só a caneca de chá esquenta.
Entrega.
Juntei todas as cores, pequenos pedaços de pano, um máquina teimosa, bati a porta na cara do dia, e deu-se:


20 dias sozinha e feliz

pra ondem vão as ideias, os pensamentos todos, depois de um prato fundo de coisa gostosa, duas taças de vinho bom, alguns nacos de chocolate meio amargo, um voz cantarolando de fundo e uma noite inteira pela frente cercada de travesseiros, livros, dvds e controles?

verbo

Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam...
Não é bonito, mas é profundo...


(ó como o tuite é útil...)

Faxinando o blog

essa casinha virtual anda bagunçada demais, e vencendo a preguiça ( e aos poucos) vou botanto ordem no cafofo. Eu tenho essa tendência de ser mais básica do que azuleijo branco, daí que pra colorir um pouco por aqui eu fico caçando as novidades bloguistas, as cores, um jeito novo de botar fotos, novos gadgets, gifs, mas isso não dura muito não, como boa véia que sou, logo volto pro meu fundinho branco, usando as cores nas palavras e em fotos, e isso já me basta.

Não te incomode se encontrar por aqui algumas poucas mudanças, mas a véia continua a mesma, aliás estou numa batalha para recuperar o nome verdadeiro do meu blog, e ser como no princípio, somente a Véia da Teia.

Fique feliz por aqui,

☕ ♥