"toc, toc! - quem é?


Esta semana foi longa e boa,
um dia bem produtivo, outro nem tanto, mas assim mesmo uma semana intensa.

Dias de confirmar os laços com o grupo Cia de Tear, de abraças as amigas, de tecer muitos comentários, e criar.
Fazer boas massagens, teclar o essencial, viver o real.

Cozinhar boas comidas no fogão de lenha e ficar simplesmente feliz, o que é um luxo!
Deixar o corpo forte, a emoção tranquila e meu paladar apurado, o frio chegou forte e com chuva, aparentemente vamos ter por aqui um inverno punk!

Enquanto lá fora o vento sopra frio, dentro de mim tudo ferve, é nesse embalo meio rock meio jazz que quero ver o frio passar, trabalhar bem e bastante, produtividade é a pilha. Morar nesta província numa estação do ano em que todos hibernam num é fácil, mas ainda assim hei de tocar todos os dias no imponderável...
caneca com chocolate e canela
sopa e pão
vinho e queijo
cobertor e carinho
longas caminhadas respirando um ar gelado
cachecol no tear
meia de lã no tricot
paciência nos dias de chuva
cochiladas na tarde à toa
óleo e mãos pra quem quiser
fios e tear
fogo e alegria
e mãos na vida, vamos?


- é o frio!
(não adianta bater, eu não deixo você entrar!)"

sai cantando essa músiquinha boba e feliz




Three little birds, sat on my window.
And they told me I don't need to worry.
Summer came like cinnamon
So sweet,
Little girls double-dutch on the concrete.

Maybe sometimes, we got it wrong, but it's alright
The more things seem to change, the more they stay the same
Oh, don't you hesitate.

Girl, put your records on, tell me your favorite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.

You're gonna find yourself somewhere, somehow.

Blue as the sky, sunburnt and lonely,
Sipping tea in the bar by the road side,
(just relax, just relax)
Don't you let those other boys fool you,
Gotta love that afro hairdo.

Maybe sometimes, we feel afraid, but it's alright
The more you stay the same, the more they seem to change.
Don't you think it's strange?

Girl, put your records on, tell me your favorite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.

You're gonna find yourself somewhere, somehow.

'Twas more than I could take, pity for pity's sake
Some nights kept me awake, I thought that I was stronger
When you gonna realise, that you don't even have to try any longer.
Do what you want to.

Girl, put your records on, tell me your favorite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.

Girl, put your records on, tell me your favorite song
You go ahead, let your hair down
Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,
Just go ahead, let your hair down.

Oh, You're gonna find yourself somewhere, somehow.

cada um pega a onda que quer

mar de gente,



o mar gente!

Sobreviventes...

por Luis Fernando Veríssimo:

"Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje! Quando éramos pequenos, viajávamos de carro, sem cintos de segurança,sem ABS e sem air-bag! Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial... Nem data de validade... E tinham também aquelas bolinhas de gude... Que vinham embaladas sem instrução de uso. A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada!

Que horror! A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção... E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã... A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que não déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore... E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema... SOZINHOS! Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo.
Não existiam os celulares! Incrível! A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos! Ninguém denunciava ninguém... Eram só "acidentes" de moleques: na verdade nunca encontrávamos um culpado. Você lembra destes incidentes: janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho...??? Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos... E mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido; na maioria das vezes, nem mesmo nossos pais vinham a descobrir... A gente comia muito doce, pão com muita manteiga... Mas ninguém era obeso...

No máximo, um gordinho saudável... Nem se falava em colesterol... A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes! Não existia o Playstation, nem o Nintendo... Não tinha TV à cabo, nem videocassete, nem Computador, nem Internet... Tínhamos, simplesmente, amigos! A gente andava de bicicleta ou à pé. Íamos à casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos... Sozinhos, num mundo frio e cruel... Sem nenhum controle! Como sobrevivemos? Inventávamos jogos com pedras, feijões ou cartas...

Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso! Os nossos estômagos nunca se encheram de bichos estranhos! No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e outros monstros destruidores... Aquele cara com um peixe nas costas... (um tal de óleo de rícino).

Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros, e tiveram que refazer a segunda série... Que horror! Não se mudavam as notas e ninguém passava de ano, mesmo não passando. As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza... Os maiores problemas na escola eram: chegar atrasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mal da professora, correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho... As nossas iniciativas eram "nossas", mas as conseqüências também! Ninguém se escondia atrás do outro...

Os nossos pais eram sempre do lado da Lei quando transgredíamos as regras! Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso! Sabíamos que quando os pais diziam "NÃO", era "N Ã O". A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas às vezes que ia ao supermercado... Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa... Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos... Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e ótimos "solucionadores" de problemas... Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências...

Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade... E não é que aprendemos a resolver tudo!!! E sozinhos... Se você é um destes sobreviventes...


"PARABÉNS!!! VOCÊ CURTIU OS ANOS MAIS FELIZES DE SUA VIDA..."

O que postar em seu blog quando você está com preguiça de escrever e sem a mínima inspiração:

- a letra de uma música que você acha bacana.
- copy/paste de um post de outro blog que você achou bacana.
- uma imagem que você achou bacana.
- link para um blog novo que você achou bacana.
- copy/past de um daqueles e.mails-alerta que você recebeu de um amigo, tipo:
“Escolas dos E.U.A. ensinam que a Amazônia é território americano.”

- piadas infames que você recebeu daquele mesmo amigo, por e.mail.
- uma frase hermética que o faça parecer inteligente.
- a letra de outra música que você também acha bacana.
- impressões sobre o encontro recente com queridos blogueiros que moram em outra cidade.
- respostas para os emails e comments que você recebe.
- um dos lindos desvarios do marido.
- uma gracinha que sua filha/dog fez na semana passada.
- uma cantada engraçadinha que você recebeu.
- qualquer história divertida do seu passado.
- um video do you tube....

(olha que funciona!?)

eu, não resisto.





(vi na fal e colei!)

um sapo caiu na minha cabeça,

quando abri a porta da oficina, ploft!
senti uma coisa pesada e molhada no alto da minha cabeça, espirrando um num sei o que na camiseta, no ombro, no pé, nos cabelos, no chão arc!
demorei pequenos e nojentos segundos pra descobrir que era um sapo, jorrando em mim, veneno? gosma ultra-proteção? xixi?
ui, meleca!

será que devo começar a acreditar em previsões e superstições?

"...quando um sapo cai na sua cabeça logo pela manhã..."
prepare-se: hoje o seu dia será gosmento e gelado.
atenta ao seu dia: a natureza conspira ao seu favor.
atenção: do alto virá a solução!
no seu dia hoje: encontrarás o príncipe encantando.
evite: vestir-se de verde hoje.
mantenha-se distante: das portas e dos sapos.
desconfie: de tudo e todos hoje.
coragem: você irá precisar.

ou ainda, será que que é uma mandinga?
bruxaria? logo eu, tão cética!


(o danado é esse ai, ainda continua grudado na porta de entrada)

sexta no limite

o silêncio que pegou,
o cansaço,
a fome
um frio desconfortável
a discussão forte mas necessária
uma reunião chata e improdutiva,
no meio uma sexta-feira com sol e clima bom
e eu ali, ocupada com bobagens,
tesouradas no cabelo
unhas roídas até doer.

quarta-feira lá em casa

Sabe aquele dia assim, perfeitinho? que não dá pra tirar nada, que fica bem na foto? que tudo se encaixa?

Um dia em que se alguém disser, que você pode revive-lo e você topa, e mesmo assim tu não muda nada? é, foi assim.

E a noite apenas começou...
(fotos aqui)

comendo miojo em pé

daí que hoje mando essa:



"Depois de um tempo você precisa saber a diferença,
a sutil diferença,
entre dar a mão e acorrentar uma alma"

a gente só vê quando abre os olhos!















E o almoço em família? todos sempre riam assim antes?




Quando foi que as crianças cresceram?


o passeio com o cachorro e o menino, foi sempre tão leve?






















a pose pra foto, a mãe sempre foi tão vaidosa?









Quando foi mesmo que eu deixei tudo isso pra trás?
quando foi que eu soltei tão subitamente das amarras dessa cidade?

Quando foi que eu começei a sentir-me livre desse ir e vir frenético,
dessa grana? desse asfalto, desse zunido, dessas vilas, desses prédios, desse vício, desse ego, desse querer de tudo?

Quando foi que eu começei a não querer mais o
fast-food? o jogo rápido, as discussões carregadas de afetação e emotividade? quando foi a última vez que a violência esbarrou em mim? quando foi que o relógio deixou de fazer hora no meu dia? que o dedo em riste não ousou mais? Já nem lembro mais quando foi a última discussão pela vaga no shopping-cheio.

E agora, quando volto é sempre assim, eu ando num campo quântico?



A cidade me parece tão limpa, o centro velho me parece só antigo, o concreto é protegido por anciãos verdes e silenciosos, o trânsito é só um bom motivo pra desafinar junto uma música no carro, pra paquera despretenciosa.


Eu passo-passeio onde antes eu corria-com-pressa, eu subo em prédios gigantes que eu pequena mal enchergava da rua, eu caminho pelos viadutos calmamente, eu aprecio o que eu nem percebia antes existir.


Lentamente e em pé eu como a pizza-de-balcão suculenta, o chop escuro na noite feliz.


E o almoço em família? todos sempre riam assim antes?

o passeio com o cachorro e o menino, foi sempre tão leve?

Quando mesmo que as crianças cresceram?

A pose pra foto, a mãe sempre foi tão vaidosa?


a sala de aula com risadas,
e quando foi que os cabelos do mano começaram a embranquecer?

no domingo
A preguiça no pijama
o pastel queijo-que-puxa
o prato farto de feijoada

quando foi que eu passei a não ter mais preguiça de viver?
quando foi que eu começei a desviar das flechadas sem me machucar?
quando foi que eu parei de responsabilizar o outro?
quando foi que eu passei a acreditar que um olhar silêncioso de desculpa vale mais do que qualquer monólogo caga-regra desnecessário?

...


e finalmente,
quando eu comecei a querer voltar pra minha casa?

chegar assim, num dia tranquilo de sol outonal

achar um concha perfeita na praia, e ver os barcos de pesca de tainha todos apontando numa única intuição
o marisco na casca,
o vinho no copo,
o afago da chegada,


foram sempre assim as segundas-feiras, enquanto eu dormia?


tem dias, que tudo está em paz

quando eu chego, e o sol está quente assim... e eu tenho essas certezas,
tempo
lugar
pessoa

essa sede que não sacia

...lazer, trabalho, estudo, dias de correria, de matar saudades e de ficar com saudades, dias de pouco sono, muitos sonhos e alguma satisfação.

dai, que...
"tudo que é legal, é imoral ou engorda" blá!

que nem pinto no lixo!

vou te dizer, sampa continua a mesma loucura de sempre, mas eu tô tão feliz por aqui esses dias...sabe aquela alegria boa? comida de mãe, pequenas discussões com irmãos, café da tarde com um, almoço com dois, alguns amigos, over dose de shopping, cinema na quarta (que paga meia), pizza, pastel na feira! lanche na padoca! sem areia no tênis, tô até me acostumando a vestir roupa de novo!
alegria!

sertões de guimarães


"queria entender do medo e da coragem, e da gã que empurra a gente pra fazer tantos atos, dar corpo ao suceder. O que induz a gente para más ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito, e não sabe, não sabe, não sabe!"


ô, vontade de ser tudo...



Composição: Nando Reis, Marisa Monte, Jennifer Gomes

Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente

Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista

Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda

Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes

Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga

Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema

Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você

Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda


descortine-se

"...me cansa, meu bem, esse seu jeito de se esconder atrás da realidade"

enquanto isso na península...

o que seria de mim se não fosse uma comédia romântica com alguns clichezinhos básicos, num feriado chuvoso? hã?
e quando o ator principal é Steve Carell? e a atriz Juliett Binoche?
apesar do nome do filme em português ser rídiculo, (eu meu irmão, e a nossa namorada) o filme é agradável de ver, divertido mesmo!

Dan in Real Life..




e um filme me levou a outro... Evening (Ao entardecer)
como não ver um filme com essas atrizes? Meryl Streep, Glen Close, Vanessa Redgrave, Claire Danes, Eillen Atkins...


na devolução do filme descobri que eu tinha uma locação-não-lançamento-grátis, e lá vou eu de novo, com o filme Kinsey (Vamos falar de Sexo)
com o atores Liam Neeson e Laura Linney que meudeus, são puta atores!


daí né? eu gosto de indicar filmes, quanto as críticas, elas estão todas por ai, boas e más.