dias cinzas sem sóis

entre a casa e o mar, a terra molhada, e um barro doido pra ser moldado em boneco, caneca...
"neste instante aquela mesma criança que fazia castelos de areia em ubatuba sorrio dentro de mim, quase, mas quase, ela salta de mim e cata um punhado de barro na mão..."

sentei no banco em frente ao mar,
ele revolto, com ondas enormes
fiquei por lá olhando em silêncio,
o mar mal humorado se arrebentar contra as pedras pra logo depois se contorcer até a areia em espuma.

quando vi as primeiras luzes das pousadas me levantei, os pés gelados,
caminhei lentamente até em casa, tomei um banho quente, deitei e dormi.

cheguei a pensar que viveria bem nesta solidão, mas eu apenas estava exausta.


(eu  na praia da enseada em ubatuba, a única a sorrir num dia cinza)

7 comentários:

angela disse...

estou torcendo para que tudo fique bem para vc e os seus !!!!grandes bjos de solidariedade.

patrícia disse...

OI amiga véia...
tempos complicados...
Mas estamos por perto!
bjs

Monica Loureiro disse...

Adorei o post...
Lembrei de minha infância...
ESpero que as coisas melhorem por aí ...

Véia da Teia disse...

Oi mulheres,
por aqui o sol brilha de novo, a hora é de virar a casa do avesso, e em cada esquina, em cada casa assim é!
precisamos é seguir e ficarmos atenta as nossas atitudes em relação ao nosso mundinho... plantas, arvores, vizinhos, hortas, verde, verde, verde!
bjão à todas!

Mauricio Musa disse...

Da próxima vez, faça uma caneca com o barro, encha com café ou chá, ou chocolate ou conhaque .. e sente nesse banco, em silêncio....

Vanessa Maurer disse...

Força flor!

Heraclio disse...

estamos juntos, pra mim estamos bem!