meninos são o fino!

correio lotado : um menino-lindo-porém-apressado, me deu a senha (menos 5 pessoas na frente)

locadora: menino-chapadão-feliz, chegou pra devolver o filme que eu queria, e me deu a locação dele com validade de devolução no dia seguinte (filminho grátis)

posto de gasolina: menino-prestativo-camarada, encheu os dois pneus da motoquinha pra mim e ainda me deu um vale-ducha.

êee laia...

 (reeditado no dia seguinte....)

será que eu tô ficando véia.....? blé!

Eu Te Alimento

"Nasci com a boca aberta...
entrando neste mundo suculento
de pêssegos e limões e sol maduro
e esta rosada e secreta carne de mulher;
este mundo onde a ceia está
no hálito do deserto sutil
nas espécies do mar distante
que flutuam no sonho tarde da noite.

Nasci em alguma parte entre
o cérebro e a romã
saboreando as texturas deliciosas
de cabelo e mãos e olhos,
nasci cozido do coração,
do leite infinito, para caminhar
sobre a terra infinita.


Quero alimentar-te com as flores de gelo
desta janela de inverno,
dos aromas de muitas sopas,
do perfume de velas sagradas
que por esta casa de cedro me persegue.
Quero alimentar-te com a lavanda
que se desprende de certos poemas,
e da canela de maças assando,
e do prazer simples que vemos
no céu quando apaixonamos.


Quero alimentar te com a terra acre
onde colhi alhos,
quero alimentar-te de memórias
surgindo dos troncos de álamo
quando os parto
e da fumaça de pinhões
que se junta em torno da casa em uma noite quieta
e dos crisântemos na porta da cozinha."
poema : Devorando o mundo de James Tipton 
fotos: véia da teia

um litro e meio depois...

só agora pouco, reciclando o lixo é que descobri o por que de tamanha insônia noite passada:

ingredientes:
água gaseificada, açúcar, 
extrato de noz de cóla, (?)
cafeína, corante caramelo IV, 
acidulante INS 338 E 
aroma natural (?)

santas células! a muito tempo eu não me drogava tanto!

(me deixa no meu canto? faz favor?deixa eu acreditar que a culpa é toda dela? que não foram os últimos dias e o aguaceiro que me deixaram frágil assim, pleeeease?)

in só nia

(samanta floor - um quadradinho da história)


(são 04:27 da matina, o sono sumiu junto com o último tapão no pernilongo.)

Já li, ouvi música no nano, contei todos os namorados que tive desde os 7 anos, reprisei mentalmente todo o dia que tenho pela frente, relembrei histórias, desenhei mentalmente um vestido lindo, e nada! nada do tal  sono gostoso voltar ( aquele bom, sabe? que só aparece lá pelas 6:30, 7:00, bem na hora que tu tem que levantar!

Daí que pra distrair (?) pra cansar o olhar, ligo a tela do computador, (já que o mesmo estava ligado desde ontem baixando podcasts) era só um click num botão, e deu-se.

Na cama enquanto eu me revirava, eu tinha um roteiro inteiro da minha infância, uma história lindinha que daria um ótimo post,  mas agora tentando escreve-la tudo foge. (será então que eu estava a dormir e não percebi, ô pá!)

Desse roteiro todo, eu só lembrava da imagem do boizinho de chuchu (que ainda vai virar um post!) pedi então ao santo google, uma imagem do tal, e eis que ele me netransporta  para um blog que eu achei do caráleo! um misto de transgressão com inteligência, humor negro, cuti cuti, toscomics (que eu amo amo amo), um carinha cheio de talento, escrita e desenho biscoito fino!  (que me fez lembrou tanto o henrique, enteado querido) 

Esse blogueiro escreve no twitter coisas que eu riolendo: "O almoço entre amigos tá divertido até o momento em que um infeliz tira o violão do saco preto e fode o clima tocando Legião Urbana."

Pronto, agora mesmo é que o sono não volta mais, a partir desse blog desse menino, eu encontrei essa menina fofa de doer e talentosa, criativa! gentem isso de ter insônia é bão!

coisas dela:

coisas dele:

 São 06:15  eu não encontrei a foto no google do tal boizinho de chuchu (que eu mesma farei na oportunidade) vou caminhar um pouco com froide e depois tentar dormir! bom dia pra ti.

prometo não fazer polêmicas,

mas não deixe de assistir ao Ciclo de Filmes e Palestras Sócio Ambientais a entrada franca, escolhe o dia e vai lá!


programação aqui:

dias cinzas sem sóis

entre a casa e o mar, a terra molhada, e um barro doido pra ser moldado em boneco, caneca...
"neste instante aquela mesma criança que fazia castelos de areia em ubatuba sorrio dentro de mim, quase, mas quase, ela salta de mim e cata um punhado de barro na mão..."

sentei no banco em frente ao mar,
ele revolto, com ondas enormes
fiquei por lá olhando em silêncio,
o mar mal humorado se arrebentar contra as pedras pra logo depois se contorcer até a areia em espuma.

quando vi as primeiras luzes das pousadas me levantei, os pés gelados,
caminhei lentamente até em casa, tomei um banho quente, deitei e dormi.

cheguei a pensar que viveria bem nesta solidão, mas eu apenas estava exausta.


(eu  na praia da enseada em ubatuba, a única a sorrir num dia cinza)

o caos

fui ver o que a mídia nacional estava mostrando toda hora, e de perto, é mais triste viu, essas casas ficam a 300 mts da minha rua. Isso já era uma destruição anúnciada por nós, mas é aquelas né? o poder público não faz, o homem finge que não é com ele, a natureza vai lá e bota "ordem no caos"!
nosso bairro ficou isolado, mas vendo na tv eu não tinha idéia do rombo que foi feito pela água na rua....


(depois de tudo, mais uma vez eu pagando de espectadora impotente)




essas duas casas, na mira da saída de água (córrego, rio) estavam de frente pro mar : baía de zimbros 

a frente casa, na rua principal que corta os bairros de canto grande, morrinhos e caminho para mariscal.

(Este é o tamanho do estrago. Daí que pra sair da cidade, a gente tem que ir contornando as ruas que não estão alagadas até encontrar uma saída do bairro.)

um quintal e uma oficina





eu sou de ferro!

mas queria mesmo é ser de alumínio, que não enferruja.

Da força da grana que ergue e destrói coisas belas

dias de chuva

LER DEVIA SER PROIBIDO
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Guiomar de Grammon
Nosso sorriso esta disposto a ser ofertado à tudo aquilo que é belo e criado por Tupã; as nossas mãos estão ágeis a produção: do artesanato, do cozido, da limpeza, de um carinho, de um balanço no maracá e para ninar a nossa “cria”;
Nosso corpo em si, encontra-se apto, em movimentos: indo, vindo, fazendo, somando, dançando, vibrando e Sendo.
nina tuxá

gente, bicho doido!

Acorda com um barulho desse... o véio correndo pela casa me sacudindo da cama:

- Vé, acorda! acorda! aconteceu alguma coisa com a gata! corre!

Como assim, acorda, corre? santos travesseiros! eu? será que não dá pra ti, fazer alguma coisa?
Num deu! vou te dizer, marido-fotógrafo-oficial-de-celular, tu com um blog + bichos malucos em casa? tudo vira um post, ele queria registrar? tá ai!

O que ninguém vê, a cara de terror da gata, a minha cara de assustada-sonolenta-p.da vida, o espinho no pé, a arranhada na mão, o peso da escada, (juro que até isso eu tive que carregar) e a cara de riso frouxo desse fotógrafo maluco! 
"isso dá separação de corpos, no mínimo!" 

banana de pijama, descalça, desgrenhada...

sobre a felina: 
ela não é passarinho mas se acha, ela  passa mais tempo na cozinha, do que eu gostaria, acompanha bem de perto todo o meu movimento desde a limpa no peixe, até a hora dele sair do forno. 
é, ela é assim;
estranha
arisca
dengosa
tem um lugar só dela na cozinha, estrategicamente escolhido.
Pra ela tudo é uma questão de ponto de vista.
subir em árvore,
sentar em baixo da mesa...


domingo 19/04 /2009

sobras de um sábado

aproveitando os últimos dias quentes, as últimas macelas, os últimos trapos, o último mar morno,  o último restinho de quibebe com carne seca, as últimas acerolas, aproveitando Bombinhas. Daqui pra frente o que será?







até pra ser boneca de vudu a gente precisa de talento,
precisa se virar do avesso
raspar o verniz
se descascar,
deixar a ferida à mostra
...
levo jeito gente não.... meu tempo de boneca vudu dura minutos (inda bem)
daí que a natureza me chama, de um lado um sol quente bonito, do outro a lua
entre eles um mar lindo
e tantas macela a colher
melhor assim, melhor assim.

agulhadas


Hoje eu sou uma boneca de vudu

tudo começa com um singelo pedido

"eu queria tanto..."








frases de um dia



- tu precisa olhar isso mais fundo 

- vc, fez pão?

- olha! as formigas voltaram.

- me pega as nove?

- não esquece do casaco, o vento sul entrou.

- de novo a toalha molhada no cesto?

- azul? nunca ouvi o nome dessa empresa de avião, mas faz sentido.

- talvez eu volte para almoçar

- deixei a sua chave na mesa

- nós não acusamos o pagamento da fatura do mês de março 

- devolve o dvd pra mim?

- tô sem saco de tecer hoje

- putz, acabou a granola?

- de maracujá ou limão?

- quem era no telefone?

- me acorda junto com você...

- vou dar uma olhada no mar.

- colocou ração pro bichos?

- ouve só essa música

- quando você voltar, me traz um copo d' água?

- será que hoje a gente pode ter uma conversa banal, só hoje.

- vc. é muito teatral!

- nossa, tive um sonho...

- passa no caixa 24 hs

- prefiro aquela verde mais curta

- será que dá pra tocar outra música?

- nossa hj eu tô uma %#@*!

- com mel fica melhor

- alou? acho que vou no feriado pra i.

- já encaminhei o teu email viu, qq coisa tô por aqui

- não aguento mais briga de beija-flor.

- opa, que bom, assim a gente pode terminar aquele papo.

- tô achando um saco ficar malhando naqueles aparelhos!

- dá pra ouvir um poema agora?

- olha, tu irmã fez um blog.

- é tão difícil, assim você ir comigo nessa exposição?

- faz isso por mim? solta e apoia! é só.






Como é por dentro outra pessoa 
Quem é que o saberá sonhar? 
A alma de outrem é outro universo 
Com que não há comunicação possível, 
Com que não há verdadeiro entendimento. 

Nada sabemos da alma 
Senão da nossa; 
As dos outros são olhares, 
São gestos, são palavras, 
Com a suposição de qualquer semelhança 
No fundo. 



- Fernando Pessoa 

fiel em casa



cuidado! labrador estabanado, rabo abanando e cabeça de plástico! 

...caminha levando tudo o que encontra pela frente, tá cheio de dor, incomodado e incomodando, mas em enfins em casa. Foram duas cirurgias punks (cujos os detalhes sórdidos não serão publicados).
Eu prometo não perder a paciência, dar a medicação na hora certa, cobrir o cheque das despesas (viu dôtora?)cuidar pra ele não quebrar a casa toda e daqui uns dia postar uma foto dele i eu correndo na praia. 



froide & eu
















... O cachorro de estimação suspeita que o Universo inteiro planeja tomar o seu lugar"

Não, não é diferente com  o Froide,  labrador-amigo, que hoje  está passando por uma cirurgia delicada. E eu fico aqui nessa agonia! ele é um cão bem querido e muito engraçado, que pensa que nós aqui de casa é que somos a matilha dele.

Por causa desse cachorro hiperativo já me meti em briga de cachorro grande, me atolei na lama, corri de vaca, tive que ouvir muito desaforo de vizinho-chato-que-não-gosta-de-cachorro, já fui parar na rádio local, na polícia, já deixei de viajar, já tive que pagar alguns pares de tênis pra amigos, por causa desse peludo querido, eu me mantenho em forma (ele me faz caminhar pelo menos 6 km todo dia), por causa desse cachorro afobado e ansioso eu já cai muito de bicicleta,
já fiz doces amizades com seres humanos e seres peludos,  
esse andarilho de quatro patas é insubstituível! é meu companheiro na roça, na praia, de ver o último raio de sol, e as vezes o primeiro também, 
por conta dessa nossa amizade e carinho mútuo 
eu quero que ele volte pra casa cheio de esparadrapo, mas com o rabo abanando! 
e antes que esse papo fique assim melancólico de mais pra nós dois, fim.



sexta da paixão





dia de sol forte, de maré cheia, vento suldeste
dia de paz, dia de colher macela e espalhar buquês pela casa...
olhar com gulodice para os chocolates (e resistir, ou não)
encomendar os frutos do mar para a paella do domingo, lembrar com carinho da familia e do almoço de pascoa na casa da mãe,
ficar bem feliz pra fazer uma almoço gostoso e juntar os meus queridos aqui em casa.

... e de noite ver a lua cheia e enorme nascer em Mariscal, bhá essa sexta foi mesmo da paixão!