Moto uma filosofia de vida!






Eu gosto muito de moto, sempre gostei, acho prático, econômico, a moto tem aquele lance de ser uma extesão de você. Quando estou pilotando, qualquer mexidinha que faço ela também faz, é necessário presença de si o tempo todo.
A cada quilômetro, a cada instante a atenção é permanente, o contato é direto com o vento, por aqui venta muito, é areia no olho, é rajada de vento sul, por isso meu estado de alerta é ligado ao mesmo tempo que a moto.
Quando subo na moto esqueço nóias, não dá pra pilotar com a caxola esquentada, tem que ter a mente tranquila, raciocínio voltado para o trajeto, atento as inúmeras possibilidades no caminho. Uma pequena pedra solta pode machucar e muito! eu sou besta o suficiente pra sair de rasteirinha, já perdi uma e não aconselho, a moto pede uma roupa adequada e um calçado idem.

Como moro numa cidade pequena com pouco trânsito, ainda me arrisco a sair assim como na foto, calça dobrada, chinelo. Mas não aconselho, se pinta uma situação a gente tem que estar preparado.
A moto é como a vida, tem que andar em equilibrio, se não a gente dança, tem que estar atento, mas não dá pra ser tenso, tem que ter jogo de cintura, quando entrar na curva, seja a curva! não tente andar reto nesta hora que você vai sofrer.

Aprendo muito andando de moto, a minha Biz não é uma motona, é uma motoneta, mas já peguei e pego muita BR com ela, a BR 101 é uma das estradas mais perigosas do Brasil, tem um tráfico intenso de caminhões e ônibus. Qdo um deles me ultrapassa ( e isso acontece direto) minha moto balança muito com o vácuo, e eu tenho que ficar lá, firme. Titubear nesta hora dança! Quando vejo pelo retrovisor um desses caminhões enormes se aproximando, a minha mente esquece qualquer outro pensamento! fico inteiramente ligada na minha acelaração e desempenho! mente clara, voltada para o aqui e agora!

A minha motoquinha tem me ensinado muito de mim mesma...
tenho quer ser vista, tenho que me impor! não posso me esconder atrás de carros, não dá pra pra fingir que sou uma bike por exemplo, cortar pela calçada, ultrapassar pela direira, tenho que me fazer percebida! tenho que ser o que sou, estar atenta sem tensão, ficar presente, saber a hora certa de acelar, de freiar, os movimentos não podem ser bruscos, tem que ter uma dose de certeza! controle e desenvoltura.
Durante muitos anos fui garupa do véio ( ainda sou) fizemos juntos longas viagens, aprendi muito vendo ele pilotar.
Logo mais quero uma moto maior, me sinto preparada para pegar uma estrada, pra viagens mais longas.

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