filosofando...


Muitas vezes eu sinto como se estivesse dentro de uma jaula, a porta escandalosamente aberta, e mesmo assim eu continuo presa.

E o que é mesmo liberdade?
Será a sensação de que não devo nada a ninguém, absolutamente nada?
de que nem mesmo o sentimento de gratidão (lê-se: uma dívida emocional impagável, invernizada e polida como se fosse uma virtude), nem essa dita a mais " agradável das virtudes" me emociona?
Será que a minha liberdade, é transpor essa barreira-social invisível e muita bem disfarçada, camuflada de dever/ser?

Descobri que a sensação de prisão que sinto vem muito dessa polidez exagerada, desse apenas dizer o que o outro é capaz de entender, desse julgamento velado que paira no ar. Por exemplo, não tenho nada contra a gratidão, mas detesto como ela é usada, como uma moeda de troca. Gosto mais da generosidade expontânea, muito menos egoísta e exigente.
Será isso liberdade?
Poder escolher entre uma palavra e outra? um sentimento ao outro, e me sentir leve e feliz por saber escolher o que é melhor para mim?
Escolho então a verdade! pois ela a nada obedece, é nisso que é livre!
A verdade é!
E não há prisão que a detenha! será?

5 comentários:

cris disse...

Puxa vida, agora você falou exatamente o que eu sinto...
Essa coisa de dever... Sabe, uma vez uma pessoa me disse uma coisa que me arrasou... Não é fácil isso de dever, eu nunca cobro nada de ninguém, acho que todos tem que fazer o que a consciência manda, isso muitas vezes é confundido com insensibilidade. Será que só posso pensar no outro, não devo magoar ninguém? E eu? Ninguém se importa se me maogoar fazendo coisas que não quero, não posso isso ou aquilo pra alguém, mas e o que faço comigo, não importa? Nossa agora deu uma tristeza...

cris disse...

Coloquei esse texto lá no meu blog, se você não gostar eu tiro.
Bjo!

Ita Andrade disse...

Ah! quanta indignidade pode estar contida em uma virtude...Quão raro acontece de eu receber algo de alguem, que seja leve como um presente deve ser. Em meio a este tormento que está sendo a doença de minha mãe, recebi solidariedade de todo lado e isso é bom, é importante, porém quem auxilia em momentos difíceis tambem tem seus ganhos, nem que seja a nossa gratidão...Por esta razão, considero mais os que vibram por minhas conquistas, do que os que choram as minhas tristezas.
Vera, queria ser sua vizinha...

a Véia da Teia disse...

Cris, importe-se com você! e tudo muda a sua volta. Trazer a responsabilidade dos seus sentimentos, da suas emocões para bem perto, faz toda a diferença, assim você libera o outro para agir da mesma forma...e libertanto essas emoções a gente cresce!


Ita, tu está aqui ao lado neste exato momento!

a Véia da Teia disse...

Cris, o blos é público! bjão!