A Lista vai diminuindo...


1 - Ok ( em casa mesmo, creme, esfoliação, cutícula, tesourinha, alicate e um base clara, mudei para vermelho intenso, inspirada no blog Rainhas do Lar )
3 - (na metade)
4 - (hummmm com banana e mel)
5 - pura indecisão, com franja, curto, médio
6 - pequena caminhada de 20 minutos, com grande parada de 30 minutos na vizinha
9 - metade dos emails respondidos

e sigo de olho na lista....

Moto uma filosofia de vida!






Eu gosto muito de moto, sempre gostei, acho prático, econômico, a moto tem aquele lance de ser uma extesão de você. Quando estou pilotando, qualquer mexidinha que faço ela também faz, é necessário presença de si o tempo todo.
A cada quilômetro, a cada instante a atenção é permanente, o contato é direto com o vento, por aqui venta muito, é areia no olho, é rajada de vento sul, por isso meu estado de alerta é ligado ao mesmo tempo que a moto.
Quando subo na moto esqueço nóias, não dá pra pilotar com a caxola esquentada, tem que ter a mente tranquila, raciocínio voltado para o trajeto, atento as inúmeras possibilidades no caminho. Uma pequena pedra solta pode machucar e muito! eu sou besta o suficiente pra sair de rasteirinha, já perdi uma e não aconselho, a moto pede uma roupa adequada e um calçado idem.

Como moro numa cidade pequena com pouco trânsito, ainda me arrisco a sair assim como na foto, calça dobrada, chinelo. Mas não aconselho, se pinta uma situação a gente tem que estar preparado.
A moto é como a vida, tem que andar em equilibrio, se não a gente dança, tem que estar atento, mas não dá pra ser tenso, tem que ter jogo de cintura, quando entrar na curva, seja a curva! não tente andar reto nesta hora que você vai sofrer.

Aprendo muito andando de moto, a minha Biz não é uma motona, é uma motoneta, mas já peguei e pego muita BR com ela, a BR 101 é uma das estradas mais perigosas do Brasil, tem um tráfico intenso de caminhões e ônibus. Qdo um deles me ultrapassa ( e isso acontece direto) minha moto balança muito com o vácuo, e eu tenho que ficar lá, firme. Titubear nesta hora dança! Quando vejo pelo retrovisor um desses caminhões enormes se aproximando, a minha mente esquece qualquer outro pensamento! fico inteiramente ligada na minha acelaração e desempenho! mente clara, voltada para o aqui e agora!

A minha motoquinha tem me ensinado muito de mim mesma...
tenho quer ser vista, tenho que me impor! não posso me esconder atrás de carros, não dá pra pra fingir que sou uma bike por exemplo, cortar pela calçada, ultrapassar pela direira, tenho que me fazer percebida! tenho que ser o que sou, estar atenta sem tensão, ficar presente, saber a hora certa de acelar, de freiar, os movimentos não podem ser bruscos, tem que ter uma dose de certeza! controle e desenvoltura.
Durante muitos anos fui garupa do véio ( ainda sou) fizemos juntos longas viagens, aprendi muito vendo ele pilotar.
Logo mais quero uma moto maior, me sinto preparada para pegar uma estrada, pra viagens mais longas.

HIP HIP HURRA!!


Amanhã é aniversário do véio!
ele está saindo pra uma viagem bem no dia, dai aproveitando a passadinha que a maricota fez por aqui, comemoramos juntos a data.
Bem simples e gostoso....sushi e carinho!
 Almir Sater - MPB

ACORDAAAAAAAAAAAAAAA!


hoje despertei!
aquela figura fragmentada e descabela que me olha estranhamente no espelho de repente não estava mais lá, o olhos eram os mesmos mas o olhar não, a boca a mesma, idem os velhos dentes, mas aquele sorriso.....hummm,  não fosse pela cabeleira descabelada a mesma de sempre eu não teria me reconhecido.
Acordei com aquela sensação boa, de que tudo é um milagre, de que acordar é milagroso, sair duma profunda inconsciência para um olhar mais profundo e essencial para vida é øu não é milagroso?
Saber-se próspera, cheia de saúde e de compreenção de si mesma é tão natural quanto estranho, saber-se viva e estar presente, é como ver o mundo pela primeira vez!
eu não quero mais dormir!
...um tanto triste é sair à rua, e ver por ai tanta gente mecânica, falando por falar, andando por andar, sorrisos irônicos, caras de bunda! desperdiçando vida e sonhos.
eita mundinho besta meudeus!


adouro quando ele vai pra cozinha, assim, tranquilo assoviando o trenzinho caipira de Villa Lobos, primeiro ele dá uma geral na pia, depois faz uma caipirinha, vai até a horta pegar o que tiver bom por lá, bota tudo de molho, vai escolhendo os ingredientes para o almoço e enquanto o fogão à lenha esquenta a comida, esses pequenos gestos esquentam meu coração.
Eu e o Froide ficamos as voltas de olhos atentos e nariz idem.



Villa-Lobos - O trenzinho caipira

na casa da véia...

é sushi, silêncio e um tico de solidão.




na casa da véia-mãe


tem adulto e criança, tem adolescente tem bebê e tem também a vovó
é um entre e sai a toda hora, é birra, é manha, é bate-boca, é trelelê, é riso, é dor, e mesa sempre farta, é tempero, é cheiro de banho, é cafuné e bronca
tem gente que vem só fila bóia, tem gente que vem só espiar, tem quem fale demais e tem aquele que já falou tudo que queria, tem quem entra mudo e sai calado, tem aquele que só passou prum cafézinho,
tem quem aparece de vez enquando e bota tudo em dia em poucos segundos
casa de riso e de choro
de grandes e pequenas transformações
de fruta sempre na mesa
casa de sentir saudades
de vontade de ir e ficar

OM OM OM


Por estes dias que antecede uma pequena viagem suspendi todos os trabalhos, ganhei uma tendinite, ( que é uma companheira indesejável há um bom tempo)que surge com mais intensidade quando estou ansiosa, e ansiedade causa em mim vários desconfortos, fico irritada, ando pra lá e pra cá meio esquisita, falo e não me ouço, faço coisas estranhas, saio de mim, durmo mal, a comida não tem sabor, os dias são mais frios, incômodos mais agudos do que uma TPM. Descontroles de alguém que mora (sem permissão) dentro de mim.
Como essas sensações acontecem sempre do mesmo jeito e na mesma situação, desta vez resolvi encarar de frente essa esquisitice, essas dores, essa tagarelice dos meus pensamentos, que mais parece uma criança irritada, mimada, pedindo atenção.Decidi olhar mesmo esse descontrole que me invade.Até sei porque e para que, mas segui por um bom tempo com as mãos tapando os ouvidos e cantarolando um lá lá lá qualquer afins de não me ouvir, não me encarar.
De uma vez por todas estou encerrando essa história, e de uma forma harmoniosa e principalmente amorosa, retiro a mão dos ouvidos, a tipóia que protege o braço, e sento-me em uma almofada à luz de uma vela, coloco meu cd de meditação e me vejo, me sinto pela primeira vez em dias.O que vejo é estranho, o que sinto não gosto, mas com muito carinho, sem egos, medos, ou benevolências, sigo olhando, meditanto com profunda consciência e entrega.Não procurei culpados, resisti ao sono (lê-se mecanicidade), trouxe tudo para mim, de uma forma responsável e carinhosa.

Horas depois...

As dores agora são suportáveis, o pensamento está mais claro, respiro fundo e respiro novamente, a meditação é o meu portal. A pausa no tempo se fez necessária.É isso então, a viagem antes da viagem! já posso acenar o lenço branco.

Lenço branco acenando....até!
viva a festa da democracia!
festa da democracia? um voto que é obrigatório....hummmmmmmmm
de qualquer forma eu votei e você?



este é o último almoçinho antes de viajar...vou ficar uns dias fora, volto logo!

Idéias para mudar o mundo, você tem uma?

Acesse AQUI
dilvulgue a sua idéia, se você acha que ela pode ajudar alguém, esta é a hora, vamos usar o Google pra espalhar a boa nova!
veja o filminho que é uma graça, divulgue a mensagem....

filosofando...


Muitas vezes eu sinto como se estivesse dentro de uma jaula, a porta escandalosamente aberta, e mesmo assim eu continuo presa.

E o que é mesmo liberdade?
Será a sensação de que não devo nada a ninguém, absolutamente nada?
de que nem mesmo o sentimento de gratidão (lê-se: uma dívida emocional impagável, invernizada e polida como se fosse uma virtude), nem essa dita a mais " agradável das virtudes" me emociona?
Será que a minha liberdade, é transpor essa barreira-social invisível e muita bem disfarçada, camuflada de dever/ser?

Descobri que a sensação de prisão que sinto vem muito dessa polidez exagerada, desse apenas dizer o que o outro é capaz de entender, desse julgamento velado que paira no ar. Por exemplo, não tenho nada contra a gratidão, mas detesto como ela é usada, como uma moeda de troca. Gosto mais da generosidade expontânea, muito menos egoísta e exigente.
Será isso liberdade?
Poder escolher entre uma palavra e outra? um sentimento ao outro, e me sentir leve e feliz por saber escolher o que é melhor para mim?
Escolho então a verdade! pois ela a nada obedece, é nisso que é livre!
A verdade é!
E não há prisão que a detenha! será?