Resignificados


A roda da fortuna

O que esta em cima equivale ao que esta em baixo 
quando ela gira, tudo muda. Ou não...






A roda gira como uma dispensadora de alegrias e tristezas, de vida e de morte, do bem e do mal, significando que nos elementos da vida existem o negativo e o positivo.
Pra mim, o bacana é quando você sabe de si, então a roda pode girar sem sofrimento, porque tudo se equivale,  sombra e luz, dentro e fora e tudo É.
Aceitação e determinação em viver aquilo que se apresenta em qualquer de suas forma.




bolerão...



Dai acontece que tua alminha, teu corpo e teu coração já não seguram mais a onda... e você fica lá sofrendo e esperando que uma porcaria qualquer aconteça pra justificar a mudança.

Dai acontece que a porcaria acontece! 
E em vez de você agradecer, festejar, e encarar a merda cacá toda, não... você resolve culpar alguém pelo acontecido! fecha a cara, entra em deprê e  diz que foi por causa dele/dela/deles/dela que tudo na sua vida tava mal! que não dá mais e blá blá blá! e o pior, espalha a notícia, cheia de #mimimi dizendo que foi fulano o causador de todo o desconforto da sua vida! 
----> pessoa-drama.

ô pessoa, pare de culpar o outro por uma mudança que você já devia ter encarado a muito tempo nesta vidinha de bosta que você disfarçava que tentava levar....

desencosta dessa zona de conforto e desses dramas todos, desse ego perturbado e pare de culpar alguém por uma mudança que sempre foi necessária.

Ou faça melhor que isso, agradeça a pessoa e/ou situação que provocou em você a mudança tão necessária! 

Vai com mais fé, com mais amor com mais vibração na vida, coragem para viver as mudanças e agradecer a quem as promove.

Lembre-se que a estabilidade é uma ilusão.  






O caminhos que eu escolhi

 

Estar no mundo sem ser do mundo. Significa que eu procuro ver minha vida de uma grande altitude, como uma espécie de paisagem e, com uma profunda ideia de conexão entre todas as partes onde eu também estou inserida.
Me sinto desperta e viva e quero – e espero – no tempo atingir novos níveis de entendimento e compreensão de mim e do mundo ao meu redor, isso envolve audácia, clareza, simplicidade, alguma boa diversão e algumas tolices também, os velhos medos do mundo... e uma certa irritabilidade surge no processo do despertar (aquele ranço que carrega toda uma humanidade). 
Neste momento o julgamento é uma grande armadilha do ego, devo ficar atenta (porém sem tensão) pois é ai que eu começo a entornar o caldo e quando dou conta... tô com o dedo em riste na cara da sociedade! julgar julgar julgar!
Muito Calma nesta hora! e vale recordar: AUDÁCIA, CLAREZA, SIMPLICIDADE.
Minha zona de conforto e meus escudos desaparecem neste caminho (não sem sofrimento, confesso) já que desapegar é sempre complicado,  mas a vida vai ficando mais leve, porque desaparecem também as pessoas esquisitas,  a bobajada humana (ufa)!  e o caminho vai ficando mais leve.
A grande sacada da brincadeira: não ofenda, não confunda, evite os joguinhos. e evitar o que não é essencial.
Viver é lembrar e esquecer de si o tempo todo, eu sei eu sei eu sei...
Mas estar no caminho já faz um bem enorme :)) 



Rega as tuas plantas


...as pessoas são mais simples do que parecem 
porque ser extraordinário o tempo todo cansa a beça, 
pensar demais então, cansa muitíssimo!
e deixar que pensem por nós também.
larga mão do obsessivo (pensar, pensar, pensar) abandona o generalizado 
 pé na bunda do sentimento automático.
responder sem pensar é puro amor =)

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De arvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nos somos sempre
Iguais a nos-proprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Ve de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está alem dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

eu ando apaixonada pelo Fernando Pessoa (de novo)

Ando cansada de semi-deuses

preguiça imensa de temas de superação,
da bandeira de "só eu sei como sai de lá'...

e de quem transforma a queda na lama em filosofia de vida e manda logo um blog contanto a grande saga com passo-a-passo de "como eu  renasci das cinzas"  ou "você também pode mudar!"
de como ser feliz, engajado, descolado!
e assim  distinguir-se do normal e transforma-se em  semideuses,
não admitem o vacilo, a escorregada,
nunca pedem pra descer

joga pedra na Geni!

e sai esfregando na cara que láaaaaaa no final do arco-íris existe um enorme pote de outro (e ai daquele que não acreditar e pior para aquele que não encontrar)

ser constantemente alegre, não ter culpa e nem medo,
depressão? ela não existe,
vai correr que passa,
lava um tanque de roupa(falta do que fazer)

joga bosta na Geni!

excluído, hesitante, preguiçoso, vacilão

auto ajuda, auto entendimento, superação,


Ai ai, sigo com Fernando Pessoa...



Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado


Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Bendita Geni!




vida real



precisando u r g e n t e de vida sem rótulo! sério.
comida simples, vasinho com flor do meu jardim, água fresca do filtro de barro, 
nada de premium, vip, top, chic, premier, prime, top  e esses rótulos todos, 
sem confort food, sem rótulos de rústico mas chic, sem palavras mágicas, nada de super valorizações; "natural", "nativo", "boteco chic", "da roça" ... não quero nada cosmético, maquiado,
quero só o que me cabe, e o que é real
quero casa! 
com cheiro de peixe frito e farofa na manteiga. 
é isso que eu preciso.

A simplicidade do agora

Em Cantuga ou em São Paulo, o que me importa é a Presença.

Quantas vezes?  quanto tempo? quando?

Nada disso importa...

Só o aqui e agora.











O processo do fazer e do pensar natural




Querido Diário,



Desapego...

São 370 postagens não publicadas e até o momento não há em mim nenhuma vontade de publica-las aqui ou em outro lugar qualquer. Perdi o interesse em divulgar coisas sobre mim a bastante tempo e, aos poucos eu vou me desapegando desse blog tão querido também. 

O bom  é que tenho interesse cada vez maior em reativar  o blog craft  
e esse meu fazer, pensar e agir wabi-sabi.

Pressa de Ser...

Publiquei poucas fotos de meus trabalhos nos último anos. 
Inspirada por morar na península de Bombinhas, fiz muitas peças com o tema marinho, como a bicharada do oceano (a última publicação foi em 2012!!) as corujas buraqueirasmandalas nas cores desse mar e dessa natureza que me cercou cotidianamente por tantos anos. E foram tantos os presentes e os pedidos, as "costurices dessa coizarada toda" e tão poucos registros nestes últimos anos, uma pena... 

Revendo o caminho...

A busca por tecidos de algodão orgânico e seda natural, as cardas e tingimentos naturais que fiz, a caça sem fim para encontrar o fio de linho perfeito, o novelo de algodão ideal,  a palmeira que me dava material para produzir peças lindas no tear, a bananeira que me dava bolsa.  

Imagens de tudo que fiz estão guardadas em minha mente, ainda bem. E quando volto para Bombinhas eu reencontro tudo isso a disposição! ahhhhh, essa natureza e generosidade que não falha nunca.

A mudança... 

São Paulo é intenso mas inspirador. Os estudos de conservação e restauro, o trabalho no Espaço Amarelo e Museu Xingu, os artistas de diversas áreas que estão sempre presentes, a vibe cultural que em SP está em cada esquina, uma cidade que se humaniza com lentidão mas de forma bastante interessante pra mim.

O tempo...

É por essas e outras que a cada dia tenho me provocado a ter mais tempo e fazer esse reencontro com a tecelã, a desenhista, a escultora, a bordadeira, a costureira, a crocheteira, a restauradora, a xilógrafa e outras tantas que em mim habitam. E cada vez tenho mais vontade para ativar a publicações do blog  Véia da Teia

Bem, era isso que tinha pra dizer por aqui. Então, tá dito.







o fio 


a bananeira que me dava bolsas


niquelaria de algodão orgânico

Lã Merino


desenhos em nanquim



pigmentos naturais  - policromia de madeira

xilogravura

essa foi pra "loxinha" da Marina



pequenas pausas

Vim, porque, às vezes, é isso que eu faço: venho pra cá. E apesar dessa distância entre São Paulo e Santa Catarina, eu finjo que ela não existe, finjo que é rápido e alcançável quando quero.

Aqui os passarinhos são mais felizes e me recebem em euforia como se a minha chegada fosse sempre especial, aqui os cachorros de rua são blasées, amigáveis, felizes como... como cachorros felizes devem ser.

Vim visitar os amigos que me abraçam como se eu estivesse sempre aqui, não falam da distância, não se comovem por pouca coisa, fazem perguntas gerais e específicas,  ajustam meu casaco ao corpo, colocam meu cabelo pra trás da orelha, quando me abraçam falam do meu perfume...

O ar cheira a peixe assado.

H. faz uma caipirinha de limão da terra que acabou de pegar no quintal, tempera o peixe com zimbro, coloca flores que colheu do jardim nos pequenos vasos espalhados pela casa.

Como é bom estar em casa, a casa que viu em sonhos tantas vezes, a casa que rabiscamos na areia, depois vi traçada na tela no computador e não entendi... depois uma parede após outra, a terra, as árvores a grama as orquídeas os bichos, o pé de maracujá, a bananeira...

Uma pessoa deva estar preparada pra tudo nesta vida, até pra ser feliz. Mesmo que seja momentâneo, mesmo que seja aqui e agora.

O jantar quase silencioso, nem tão silencioso que fique esquisito, mas também sem conversas bobas por falta de assunto.

Eu sou este ser terrivelmente comum e vão, cabelo sempre bagunçado, unhas lascadas e curtas, comentários engraçados sobre coisas impensadas, julgamentos tortos, a casa sempre semi-organizada, a pilha de livros, as roupas espalhadas.

Sentada com as pernas enroladas debaixo de mim num sofá enorme de frente para a varanda de cortinas brancas e esvoaçastes, daqui ouço os passarinhos, o vento, às vezes a gata passa apressada atendendo ao som que só ela e outros gatos ouvem.

Viro a página do livro, anoto algo no iphone, escrevo uma coisinha. Vivo neste mundo de definições e sou intrinsecamente, não definida, minha vida e eu.

As folhas das árvores que se agitam, a cama de lençóis brancos, travesseiros altos... respiro profundamente, respiro fundo...

Na madrugada a janela aberta traz um cheiro de mar...
não há planos por aqui, porque somos indefinidos e gostamos de ser assim, quando estamos aqui, gostamos assim.

de folha em folha

desprendem-se de galhos
caindo ao chão 
aos pares 
ou não

amarelas
avermelhadas
castanhas e alaranjadas

tarde de vento
e folhas tantas

no primeiro frio
querem vir pra dentro





meu primeiro haikai do ano








Morada

...

um lugar nobre
um refúgio íntimo e acolhedor 
sempre há silêncio e paz 



dentro de mim, 
é um lugar onde normalmente todas as respostas estão pacientemente me esperando

eu só preciso lembrar que tenho esse lugar







Estação da luz

Outono tem essa luz esse equilíbrio que eu tanto curto.

O externo que equilibra o interno.

Foram dias quentes, muitas viagens, férias, amigos, praia, verão intenso, carnaval, verão  como tem que ser no hemisfério sul. 

Já estamos na rotina, mas ela parece que se equilibra com a chegada do outono, tem uma leveza, um preparo para o que virá. 

Preciso!



faz tempo que o motivo é outro
e a corda tá no pescoço

sefl service: querer eu não quero
mas se tá na bandeja eu pego

tem dias que o desejo é imenso

uma hora vai começar a chuva 
liberdade ganhando a rua
encharcando essa fúria

a flecha atravessando o ar
minha poesia rasgando a carne
qualquer dia vai começar a doer 
ai a gente vai ver


de passagem mas não a passeio 
nesta fúria, 
nesta seca.



poesia por conta disso tudo que acontece o tempo todo

Vera.

QUIETUDE




Vai ver nem é nada, só a reentrada na atmosfera. Voltar pra Sampa não tá fácil, não tá nada fácil...